terça-feira, 17 de julho de 2018

"A BALASAR DA ALEXANDRINA"

Concluí hoje a minha monografia de Balasar ao terminar o último volume, "A Balasar da Alexandrina". É o mais avantajado de todos, com 350 páginas, a passar. Espero que tenha a apresentação pública em Balasar depois do Verão. Possivelmente acabará por influenciar um pouco as futuras biografias da Beata Alexandrina.

terça-feira, 26 de junho de 2018

NOTICIÁRIOS BALASARENSES DAS DÉCADAS DE 1930 E 1940


O nosso estudo de Balasar está a chegar ao fim e a publicação do livro do Pe. Leopoldino Mateus com os “Noticiários Balasarenses das Décadas de 1930 e 1940” foi um grande passo nessa direcção. Sem ele, o conhecimento das décadas de 30 e 40 do século XX ficava muito incompleto. Acabam de nos chegar os pouquíssimos exemplares que mandámos imprimir
Agora queremos concluir a Monografia de Balasar publicando “A Balasar da Alexandrina”. Depois, ainda não será o fim, mas pouco mais haverá a publicar.

terça-feira, 19 de junho de 2018

O QUE O PE. LEOPOLDINO ESCREVEU SOBRE A ALEXANDRIA ANTES DA MORTE DELA


Quase a concluir o noticiário saído em 22 de Abril de 1950 no Idea Nova, o Pe. Leopoldino informou:
No dia 30 de Março fez 46 anos a Sra. Alexandrina Maria da Costa (Vicente), do lugar do Calvário.
Na sexta-feira – dia 14 – fez 25 anos que esta doente caiu na cama para nunca mais se levantar; 25 anos de sofrimento suportados com resignação é alguma coisa de valor espiritual perante Deus. Que Nosso Senhor seja o Cireneu a ajudá-la a levar a sua cruz até ao fim da sua vida.
Três anos depois, em 18 de Julho de 1953, ao tempo das avalanches de visitas, foi mais longe. Numa pequena nota intitulada “A Doente de Balsar”, no Ala Arriba, escreveu:
Já uma vez nos referimos aqui àquela doente que vai para trinta anos se vê presa ao leito devido à paralisia de que é portadora e que há uns doze anos não pode alimentar-se porque o seu organismo não aceita qualquer alimento.
Fizemos essa afirmação baseados em informações de médicos e, entre eles, o que é seu médico assistente há mais de uma dezena de anos.
Caso extraordinário, é motivo de dúvida para uns e descrença para outros, mas em muitos provoca já a convicção de que só pode verificar-se por intervenção divina.
Há mais de dez anos, sumidades médicas do Porto quiseram tirar a prova e, desconfiados de que se tratasse de embuste, exigiram o internamento em casa apropriada onde pudessem exercer fiscalização aturada e eficaz.
Foram quarenta dias de exame e tortura para a paciente, que resignadamente suportou no Porto quanto quiseram exigir-lhe a fim de poderem desfazer o logro que supunham encontrar.
E a ciência não descobriu o segredo do alimento que sustenta aquele corpo franzino e atrofiado e aquela alma generosa e boa, grande e pura, que Deus conserva na terra até à hora santa em que a sua Divina Vontade lhe conceda o merecido lugar junto de Si.
Esse alimento das almas não é, nunca foi dispensado pela doente Alexandrina Maria e é-lhe levado diligente e diariamente pelo velho abade da sua freguesia, a ridente, airosa e ampla Balasar.
É tal informação que nós não demos aos nossos leitores quando pela primeira vez nos referimos a este caso.
Fazemo-lo hoje convictos de que nem a Igreja nem os seus ministros nos censurarão por isso porque a doente segue e defende a verdade, a eterna doutrina que Jesus Cristo instituiu na terra.
O que foi transcrito antecipa o conjunto de dezasseis artigos que, a seguir à morte da Alexandrina, ele lhe dedicou.
A princípio, não havia qualquer livro publicado, apenas os artigos do Pe. Mendes do Carmo no Diário do Minho. Em Janeiro de 1956, saiu Uma Vítima da Eucaristia.
O Pe. Leopoldino foi uma testemunha especial do que se passou com a doente do Calvário, a quem levou diariamente a Comunhão, como aliás ele destaca. Mas os seus artigos abordam vários aspectos da vida e obre dela numa síntese que merece leitura. São um testemunho notável e em certo sentido precioso pois mantiveram acesa a chama da devoção nascente de que a falecida era alvo.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

LANÇAMENTO DA AUTOBIOGRAFIA

Foi ontem feito o lançamento da edição da Autobiografia da Beata Alexandrina na Faculdade de Teologia de Braga. Estiveram presentes umas 60 pessoas. Anexo fotografia da mesa que presidiu à sessão e da capa.
Vejam-se estas ligações:

domingo, 6 de maio de 2018

NOTICIÁRIOS DO PE. LEOPOLDINO MATEUS


Está pronto um livro com os noticiários do Pe. Leopoldino Mateus de entre 1933 e 1950. Será um volume de cerca de 220 páginas muito útil para quem quiser estudar Balasar nesse período e igualmente muito útil – suponho que indispensável – para quem queira estudar a Beata Alexandrina. Não se espera que saia antes do Verão. Estes noticiários encontram-se já em linha (http://alexandrinadebalasar.free.fr/noticiarios_conteudo.htm), mas a edição em livro vai ser um pouco mais completa.
Um dia, é possível que saia novo volume com os noticiários de entre 1950 a 1956, que são mais que os das duas décadas precedentes.

quarta-feira, 21 de março de 2018

TRASLADAÇÃO DOS RESTOS MORTAIS DA ALEXANDRINA DA CAMPA PARA A CAPELA-JAZIGO DO CEMITÉRIO DE BALASAR EM 1957

Em 1957, o bispo auxiliar de Braga foi a Balasar para benzer a capela mandada construir no cemitério e fazer exumar o corpo (da Alexandrina), que tinha sido sepultado na terra, e transportá-lo para a nova sepultura. Era o dia 11 de Outubro; presenciaram este acto, além do bispo auxiliar, o Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, o doutor Manuel Melo Adriano, docente de Medicina na Universidade do Porto, o médico subdelegado da saúde da região, doutor Costa Azevedo, e o doutor Manuel Augusto Dias de Azevedo.
À massa dos fiéis foi proibido entrar no cemitério; muitos deles subiram ao muro da cerca para procurar ver.
O doutor Adriano, a pedido do bispo auxiliar Mons. Francisco Maria da Silva, redigiu um relatório sobre a exumação do corpo da Alexandrina, no dia 23 de Dezembro seguinte. Entre outras coisas escreveu:

Procedendo à remoção da terra, apareceu um nicho em cimento com cerca de dois metros de comprimento por um de largura e um de altura, aberto num dos lados até ao fundo, e vê-se parte da caixa mortuária. Retirada a placa de cimento, munida de dois anéis de ferro e atravessada por fios de ferro que envolviam a estrutura, e removida a terra que cobria a caixa mortuária, esta apareceu em discreto estado de conservação, corroída apenas numa pequena parte da cobertura, na extremidade mais larga, correspondendo à cabeça do corpo.
Não se sentiu o mínimo odor de putrefacção de cadáver. Fui convidado pelo bispo auxiliar a entrar na capela mortuária. Retirada a tampa da caixa mortuária, apareceu o corpo que não apresentava o mínimo sinal de putrefacção. Pelo exame feito posso dizer que me encontrei diante dum caso de destruição de cadáver sem corrupção. Com todo o respeito, tomo como testemunha N. S. Jesus Cristo e diante d’Ele juro humildemente que tudo quanto escrevo não depende de modo algum da sugestão externa de quem quer que seja e que é a pura expressão da verdade e que da minha parte não há a mínima ideia preconcebida.

O doutor Azevedo afirmou-me que a decomposição do corpo da Alexandrina sem putrefacção é um facto extraordinário que escapa às leis da natureza.

Da autobiografia do Pe. Humberto Pasquale




Capela-jazigo para onde em 1957 foram trasladados os restos mortais da Beata Alexandrina.

domingo, 18 de março de 2018

UM PEQUENO SINAL


Um dia o Pe. Pinho, SJ, bem conhecido Director Espiritual da Alexandrina, também foi a Balasar para uns breves dias de pregação. O Pároco confidenciou-lhe que tinha uma doente com uns sinais de algo de sobrenatural na sua vida, mas de tudo ele duvidava. O Pe. Pinho logo se ofereceu para a visitar e para fazer o que estiver ao seu alcance no discernimento dos sinais. Foi prontamente convidado a levar-lhe a Sagrada Comunhão logo no fim da Santa Missa. De bom grado aceitou.
Recolhido, levando o Santíssimo Sacramento, lembrando o que o Pároco lhe havia confidenciado, humildemente segredou ao Senhor:
- Se estais presente e actuando as maravilhas da Vossa graça nessa alma, dignai-Vos fazer-me um pequeno sinal.
Caminho feito, sobe as escadas, vê a Alexandrina de olhar vivo como quem espera Nosso Senhor. Feitas as orações rituais, chegou o momento de mostrar a Hóstia Santa, dizendo “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”, e, sem saber como, a Sagrada Hóstia desaparece de suas mãos para a ver logo na boca da Alexandrina, que fica envolvida pela graça da Comunhão, o momento maior e mais marcante de cada um dos seus dias.