O Pe. Molho de Faria pregou em Balasar em
Maio de 1935 no âmbito duma festa em honra de Nossa Senhora de Fátima, voltou a
pregar nesse mesmo ano por altura da “festa do Sagrado Coração de Jesus
promovida pelo Apostolado da Oração", em finais de Janeiro de 1937
inaugurou a Acção Católica em Balasar, e voltou um ano depois.
Veja-se a notícia desta última vinda:
Foi também um sucesso a festa jocista
ultimamente realizada. A Hora de Adoração Nocturna, no sábado, foi
concorridíssma, estando Jesus Hóstia exaltado num elegante trono adornado de
profusão de lumes e lindas flores. O sermão do Sr. Dr. Molho de Faria agradou
muitíssimo. Findo o acto religioso, os assistentes dirigiram-se em grupos,
alumiados por fachos ardentes e cantando versos a Jesus Sacramentado, o que
constituiu um espectáculo único.
No domingo, pela manhã, houve missa
dialogada, homilia pelo Sr. Dr. Molho de Faria e comunhão geral a que
concorreram algumas centenas de fiéis. De tarde, realizou-se a tocante
cerimónia de entronização do Sagrado Coração de Jesus no salão paroquial, a que
presidiu o nosso Rev. Abade Leopoldino Rodrigues Mateus, que foi incansável na
organização da festa. Benzida a imagem na igreja, foi conduzida pelos jocistas
cantando versos ao Senhor até ao salão, onde foi entronizada e onde ficou a
presidir às reuniões da Acção Católica. A seguir houve sessão solene de
propaganda católica, presidida pelo Sr. Dr. Molho de Faria, em que falaram da
Acção católica os presidentes dos grupos locais, o nosso Rev. Abade e o Sr. Dr.
Molho, recitando poesias algumas benjaminas.
Na igreja paroquial fez-se a seguir a
admissão nas fileiras católicas de algumas jocistas e benjaminas, fazendo sobre
o acto um eloquente discurso o Sr. Dr. Molho de Faria. O religioso acto
terminou com a recitação do terço, bênção eucarística e canto do novo hino a
Cristo-Rei, acompanhado a harmónio pelo Sr. Abade de Rates. Assistiram à festa
muitas pessoas das freguesias vizinhas e da Póvoa de Varzim afectas à
interessante obra da Acção Católica. Parabéns às jocistas pelo brilhantismo da
sua festa que marcou nos anais religiosos desta freguesia.
Quando, sete anos mais tarde, presidir à
lamentável comissão para estudar o caso da Alexandrina, não era um novato
na freguesia. E o salão paroquial ficava bem perto da casa dela e para lá
chegar passava-se frente a essa humilde habitação.
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