quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um poster da Beata Alexandrina à venda

É difícil de saber se há alguém que possa reclamar direitos de autor sobre as fotografias da Beata Alexandrina; provavelmente ninguém o poderá fazer. Nesta página, há quem se proponha ganhar dinheiro com uma: valha-nos ao menos que é de boa qualidade.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Maria e Marta


Conhecemos uma vez uma senhora que gostava de repetir:
- Morra Marta, morra farta!
A frase envia para o episódio evangélico da ressurreição de Lázaro e mais em particular para as duas irmãs do ressuscitado, Maria e Marta.
Tradicionalmente, Maria, que se senta a ouvir Jesus, e Marta, que se atarefa com as lidas da casa, são vistas como imagens respectivamente da vida contemplativa e da vida activa. Acontece contudo que grandes místicos, como S. Paulo ou Santa Teresa de Ávila, não deixaram de ser pessoas muito activas.
Que se passou com a nossa mística Beata Alexandrina? Viveu ela fechada no seu quarto, alheada do que acontecia no mundo?
Bem sabemos que não. Quando morreu, em Balasar, dizia-se:
- Morreu a mãe dos pobres!
E pároco via nela a sua mais activa colaboradora.
Era Maria sem deixar de ser Marta.
Leiam-se por isso estas suas frases:

O meu pobre coração,
apesar de ser tão mau,
sofre, sofre, morre por não poder desfazer-se
em pão, agasalhos, em conforto, alegria, consolação e bálsamo
para quantos sofrem.
S (16-1-48)

Eu queria ser bálsamo para todas as feridas,
consolação para todas as tristezas,
conforto para todos os desalentos,
alimento para toda a fome,
agasalho para todo o frio,
remédio para todo o mal.
Eu não sou ninguém, não sou nada, nada valho.
S (21-5-48)

Queria correr o mundo
e enxugar todas as lágrimas,
consolar todos os tristes,
vestir a todos os nus,
saciar todos os famintos.
Queria espalhar pela humanidade inteira,
para os corpos e para as almas,
a caridade de Cristo.
Ó santa caridade do meu Senhor,
como tu és bela,
quanto tu podes alegrar e consolar o meu Jesus!
S (12-11-48)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"Alexandrina, quero aprender contigo!"

Colocámos em linha, em inglês, o livro preparado por Eugénia Signorile Alexandrina, quero aprender contigo! (Alexandrina, voglio imparare da te!, no original italiano). Como o pssuímos em espanhol, português e italiano, em qualquer altura poderemos disponibilizá-lo também nestas línguas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Exortação

Eis uma exortação de Alexandrina:

Ó mundo, ó almas, como Jesus nos ama!
Amemo-lo nós também!
A nossa dor não chega a ser nada, em comparação com a sua:
Foi uma dor infinita, foi uma dor de um Deus feito homem.
Amemo-lo, amemo-lo sem parar, amemo-lo noite e dia!
O meu coração vai como um passarinho perdido a mendigar amor, sempre amor para Jesus.
S (03-05-53)

Deixemo-nos abalar pelo convite de Alexandrina!
Empenhamo-nos a retribuir o amor de Jesus em modo tal que Ele nos possa dizer também, como a Alexandrina:

Amas-me quando choras, quando sorris:
Amas-me na dor e na alegria.
Amas-me no silêncio ou falando.
Amas-me em tudo.
Dia e noite, sobem ao Céu,
a cada momento,
os teus sofrimentos, o teu amor.
S (21-03-47)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Projecto Beata Alexandrina

Quem ainda não viu isto não se demore… Vá já ver. É bom sonhar.
Recorde também esta notícia da Agência Ecclesia.
Veja e ouça ainda aqui.

Balasar – cronologia de 1921-1930

1921-1930 – Paroquiou a freguesia o P.e Manuel de Araújo.
1921-1923 (26/11) – Preside à Junta Lino António Ferreira.
1922 – Primeira viagem da Alexandrina ao Porto para ser examinada pelo médico espe­cialista Abel Pacheco, o qual avisa que ela não curará. Acama por 5 meses consecutivos; regista outras recordações pessoais relativas a este ano.
1923-1925 – Preside à Junta José Fernandes Campos de Sousa.
1923 – Em Março morre a avó materna da Alexandrina: primeira grande dor. O P.e Manuel de Araújo, aquando da morte do P.e Álvaro de Matos, em Maio de 1923, n’O Liberal do dia 20, assina um artigo elogioso do falecido, em linguagem um pouco amaneirada, sob o título de “Justa homenagem”, e que data de Balasar. Em Dezembro, Cândido dos Santos envia uma correspondência para O Progresso. Ferreira da Silva e Sá funda o Clube dos Caçadores.
1924 – Em 27 de Março, segunda viagem da Alexandrina ao Porto, onde o especialista João de Almeida prevê a paralisia. Em Junho participa com grande sacrifício no Congresso Eucarístico Nacional, em Braga. Manuel Ferreira da Silva e Sá funda a Tuna das Fonatinhas.
1925 – Em 14 de Abril a Alexandrina acama para não se levantar mais. Entre os dias 2 e 5 de Julho (de quinta a domingo), decorreu o Congresso Eucarístico Arquidiocesano da Póvoa de Varzim, a que a Alexandrina já não pôde assistir.
1926 (até 18/07) – Preside à Junta Carlos da Costa Reis.
1928 – Peregrinação paroquial a Fátima: esperanças num milagre de cura. No Congresso Litúrgico de Braga, o P.e Manuel de Araújo toma parte na “discussão” duma das teses.
1926-1930 – Preside à Junta Joaquim António Machado, pai da Mariazinha Machado.
1928-1930 – Não tendo obtido a graça da cura, a Alexandrina começa a compreender que a sua missão é ser vítima pela salvação das almas. Começa a pedir amor ao sofrimento. Como membro da Associação do Sagrado Coração de Jesus de Balasar, deve conhecer o Mensageiro, que fala de S. Margarida Maria Alacoque e da reparação. O P.e Mariano Pinho chega à Póvoa pelo Natal.
1929 – É elaborado um projecto camarário para a construção do tabuleiro da ponte do Vau e criada a Feira das Fontainhas. Deverá datar deste ano a primeira fotografia da Alexandrina, tirada talvez por Cândido dos Santos.
1930 – A Autobiografia regista algumas das mais antigas orações escritas pela Alexandrina.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Balasar – cronologia de 1911-1920

1911-1919 – Paroquiou a freguesia o P.e Manuel Fernandes de Sousa Campos.
1911-1912 – Preside à Junta António Alves de Sousa. A pequena Alexandrina vai estudar para a Póvoa de Varzim em Janeiro de 1911 e regressa em meados de 1912. Provavelmente na festa do Corpo de Deus de 1911, faz a sua Primeira Comunhão; mais adiante vai à Senhora da Saúde, a Laundos. Testemunha aí alguns dos momentos mais agressivos da República contra a Igreja. Antes de regressar a Balasar, em 1912, é crismada em Vila do Conde.
1911 – Começa a obra do Cemitério Paroquial; por meados do ano, a Igreja Paroquial, bem como os passais, são expropriados pela República.
1912-1913 – Preside à Junta Luís Lopes Alves de Sousa.
1913 – Em Dezembro, Manuel Joaquim de Almeida vence as eleições da Junta, contra os democráticos. Quem disso informa é Cândido dos Santos em notícia d’O Intransigente. Manuel Ferreira da Silva e Sá cria, nas Fontainhas, uma Escola de Ginástica, gratuita. A Beata Alexandrina regista recordações pessoais relativas a este ano; data de então o episódio com Fr. Manuel das Chagas, em Gondifelos.
1914-1917 – Preside à Junta Manuel Joaquim de Almeida.
1914 – Cândido dos Santos envia regularmente colaboração noticiosa para O Intransigente durante os meses de Janeiro a Maio; segundo a edição deste jornal de 3 de Maio, Santos Graça, administrador do concelho, propôs ao Governo que Balasar passasse para o concelho de Vila do Conde, em troca das Caxinas, o que escandalizou os balasarenses; em finais do ano é inaugurado o Cemitério Paroquial.
1915-1917 – Cândido dos Santos passa a enviar a sua correspondência noticiosa para O Comércio da Póvoa de Varzim, dos democráticos.
1916 – A Beata Alexandrina adoece gravemente, chegando a receber os últimos sacramentos. Foi nesse ano que lhe deram o cargo de catequista e cantora.
1917 (?) – A Alexandrina trabalha em casa do vizinho Lino António Ferreira.
1918 (02/01-26/01) – Preside à Junta José Fernandes Campos Fontinha. Em Julho, a Alexandrina deixa definitivamente o trabalho agrícola, por não o poder executar.
1918 – Em Sábado Santo, a Alexandrina, a irmã e uma terceira jovem são vítimas em casa de assédio sexual por parte de três balasarenses, neles incluído Lino António Ferreira, o antigo patrão da Alexandrina e futuro presidente da Junta.
1918-1918 – Preside à Junta Delfim da Costa Machado.
1919 – Falecimento do P.e Manuel Fernandes de Sousa Campos, em 10 de Setembro; passará a paroquiar a freguesia o P.e Manuel de Araújo; em 19 de Outubro, Cândido dos Santos escreve para A Sentinela, mostrando-se muito muito defensor da República, alinhado com os democráticos.
1919 (02/02)-1920 – Preside à Junta Lino António Ferreira.
1920 – A Alexandrina vai a tratamento à Póvoa de Varzim, onde conhece o médico Dr. Abílio Garcia de Carvalho e recebe pedidos de namoro.