sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Papa Bento XVI no Porto

Estivemos hoje no Porto para manifestar o nosso apoio ao supremo responsável da Igreja. A multidão era imensa e vibrante, como as duas fotografias documentam. Na primeira vê-se Bento XVI na varanda da Câmara Municipal e na segunda a multidão a despedir-se de Sua Santidade.
Vemos o entusiasmo das multidões de Lisboa, Fátima e Porto como um desagravo ao muito que de mal tem sido dito sobre a Igreja e como um convite ou desafio: há que ir sempre para a luta. Era aliás assim que praticava a Alexandrina quando na Póvoa homenageva os sacerdotes, levantando-se se eles passavam, quando, durante a II Guerra Mundial, escrevia ao Papa a incentivá-lo, etc. A Igreja era uma grande preocupação sua.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Uma mão cheia de pequenas notícias

O Kevin recebeu da Nova Zelândia um pedido de 100 exemplares do seu livrinho, que reenviou para as New Hope Publications. Está também em contacto com gente das Filipinas interessada na nossa Beata.
Recebemos o catálogo das New Hope Publications de Kentucky; o livrinho do Kevin tem lá um destaque muito especial: vem anunciado na primeira página e na contracapa. Além disso, aquelas edições publicaram também uma pagela da Alexandrina.
A D. Eugénia escreveu e entre muitas outras coisas informa que uma equatoriana se agregou ao seu Grupo Beata Alexandrina.
É já amanhã que se realiza em Paray le Monial a conferência de que nos falou o Afonso Rocha.
Aproveitamos também para publicar parte duma fotografia que recebemos e que nos mostra o farmacêutico Sr. Oliveira à porta da sua farmácia – aquela em que tratou a pequena Alexandrina, em 1908 - entre dois amigos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Papa em Lisboa

Creio que terá sido surpresa para muita gente o entusiasmo que suscitou a visita do Papa, o modo como decorreram os preparativos próximos e agora a enchente do Terreiro do Paço.
Há 100 anos, um ministro predizia o fim da Igreja em Portugal em duas ou três gerações; aquela multidão deu a resposta ao vaticínio maçónico.
Como Jesus ensinou à Beata Alexandrina, será a “Igreja sempre combatida, (mas) nunca vencida até ao fim dos séculos”.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Boas notícias

No próximo dia 13 vai fazer-se em Paray le Monial uma conferência sobre a Beata Alexandrina: esperam-se ao menos 400 pessoas, no meio das quais um certo número de jornalistas e editores católicos.
 A Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus mandou distribuir em todas as casas da Congregação uma biografia da nossa Beata, com pedido que esta seja lida e meditada. Esta Congregação, fundada por uma francesa há pouco beatificada, tem casas em França, na Bélgica, no Canadá e, salvo erro, em África igualmente.

domingo, 9 de maio de 2010

Uma porta da capela da Santa Cruz com siglas, em Balasar

Vimos há poucos dias em Balasar uma antiga porta da capela da Santa Cruz com siglas poveiras. É uma porta velha e podre na parte de baixo; mas os dois terços superiores estão em bom estado, só que pintados. Seria preciso retirar a tinta para fazer dela uma peça de museu.
As siglas documentam a devoção da pescaria poveira à Santa Cruz, pescaria que depois há-de visitar com muita frequência a Beata Alexandrina, como o P.e Leopoldino registou.

Cândido Manuel dos Santos

Cândido Manuel dos Santos (14/12/1892-16/8/1966) era balasarense e morava onde está hoje a residência paroquial, não longe da casa da Alexandrina, no Calvário; devia conhecê-la muito bem. Ainda estava vivo aquando dos preparativos para o Processo Informativo Diocesano.
Na sequência do fracasso da chamada Monarquia do Norte, em 1918, tomou decidida atitude de defesa do regime vitorioso e quis ser correspondente da freguesia para o jornal poveiro A Sentinela. Veja-se um pouco da sua prosa saída em 19 de Outubro de 1919:
“Paciência, para mim tudo quanto seja a defesa da República me é simpático, mas uma defesa sincera e persistente. Antes, porém, de iniciar as minhas correspondências, cumpre-me saudar o ilustre corpo redactorial de A Sentinela; saúdo com uma saudação que me vai da alma por ver que desse ilustre corpo fazem parte verdadeiros republicanos, que não se importam de arrostar com grandes sacrifícios para defesa da República. Em segundo lugar, peço antecipadamente aos meus queridos leitores que me desculpem alguma falta involuntária que possa cometer”.
E acrescentou ainda, falando na terceira pessoa:
“A fim de assistir ao Congresso do Partido Republicano Português, partem na próxima sexta-feira para Lisboa os nossos prezados correligionários Carlos da Costa Reis, António da Costa Faria e Cândido Manuel dos Santos, que ali vão representar esta freguesia”.
Cândido Manuel dos Santos não ia para Lisboa bem acompanhado. De Carlos da Costa Reis ou Carlos da Torre, que era de Gresufes, contam-nos que era dado a larga libertinagem e António da Costa Faria, pouco tempo antes, foi um dos três homens que entraram violentamente na casa da Alexandrina, provocando o pânico que a levou ao famoso salto.
Era de poucas posses este ocasional correspondente d’A Sentinela, mas alguns estudos haveria de ter, nem que fosse por iniciativa de autodidacta. O seu republicanismo viria já de antes, pois foi a ele que atribuíram o encargo de fazer o resisto civil (que seria uma recompensa pelo seu empenho em favor do regime).
Cândido Manuel dos Santos, em conversa com o P.e Humberto, apreciou do seguinte modo a actuação da Alexandrina no cargo de catequista, quando aí pelos seus doze anos lho entregaram:
"Tinha tal jeito para tratar com crianças e falar-lhes nas coisas de Deus que elas fugiam frequentemente das outras catequistas para se juntarem ao grupo das alunas da Alexandrina".
Ao que se afirma em Balasar, um dos méritos do P.e Leopoldino como pároco foi o de não hostilizar os republicanos, com quem convivia sem reparos. É de crer que também Cândido dos Santos tenha beneficiado dessas atenções.
Esta breve nota sobre Cândido Manuel dos Santos deve ser vista como uma pequena achega para o estudo do que foi a República em Balasar, para o que ajudará muito a leituras das actas da Junta de Freguesia. Tanto quanto sabemos, a imprensa poveira desse período não adianta muito para este efeito.

domingo, 2 de maio de 2010

Siglas poveiras na antiga porta da Capela da Santa Cruz em Balasar

Já está em linha o artigo sobre o farmacêutico que tratou a pequena Alexandrina quando se feriu ao lado da boca.
Segundo a Wikipédia, a antiga porta da Capela da Santa Cruz era um vasto quadro de siglas poveiras(veja-se tipos de siglas)
A imagem que aqui colocamos, de um livro de A. Santos Graça intitulado Inscrições Tumulares por Siglas, dá-nos uma ideia do que seria tal porta.