segunda-feira, 29 de julho de 2013

Faleceu o Comendador Alcindo Cardoso, membro fundador da LIABA

Conhecíamos o Comendador Alcino Cardoso quase só de vista e como membro fundador da LIABA, Liga dos Amigos de Balasar. É com grande surpresa que tomamos agora conhecimento do notável currículo que dele nos enviaram (de que transcrevemos abaixo dois parágrafos). Os “testemunhos” que aqui se encontram dão dele apenas uma muito reduzida síntese.
Falecido no passado dia 21 de doença prolongada, celebra-se amanhã, terça-feira, na Igreja de São Luís dos Franceses (aos Restauradores, em Lisboa), pelas 19 horas, uma missa por sua alma, presidida pelo reitor P. Manuel Durães.
Nos últimos anos da sua vida, a beatificação pelo Papa João Paulo II da mística nortenha Alexandrina Maria da Costa (1904-1955) e os respectivos textos impressionaram-no sobremaneira e interpelaram-no decididamente. A sua atitude básica em relação ao sentido da vida e a uma visão cristã da existência humana saiu profundamente renovada pelo contacto com a espiritualidade da beata Alexandrina. Isso tornou-o um notável benfeitor de Balasar: comprou, com alguns amigos, uma casa e preparou-a para facultar às pessoas em demanda do Deus dos Sacrários e de Jesus Cristo um meio de aí permanecerem e aprofundarem a intimidade com o sobrenatural, a partir da vivência da beata Alexandrina. Dessa iniciativa nasceu a Associação LIABA (Liga dos Amigos de Balasar), destinada a promover a dinamização desse lugarzinho do Norte de Portugal, onde nasceu e morreu uma das maiores místicas de 2000 anos de cristianismo e, certamente, da história da humanidade: a beata Alexandrina Maria da Costa.
Casa da LIABA, em Vila Pouca, Balasar, ainda a necessitar de obras.
o
O exemplo de firmeza nas convicções, de capacidade de acção e de proverbial generosidade tornou-se fonte de inspiração e respeito para quantos contactaram com Alcino Cardoso, tornado benfeitor fiel da beata Alexandrina na sua ascensão para os altares. Ele deixa um exemplo de capacidade de empreendimento, coerência de convicções, respeito pelo fenómeno humano, solidariedade cristã, serenidade desassombrada e esperança sobrenatural. Os seus amigos reúnem-se na próxima terça-feira, dia 30, às 19 horas, na Igreja de São Luís dos Franceses (aos Restauradores), para honrar a sua memória, exprimir à família o seu pesar e encomendar o seu destino eterno a esse “Deus dos sacrários”, que a beata Alexandrina de Balasar adorou com paixão exclusiva e em que Alcino Cardoso acreditou com a alegria e a confiança de um bom filho.

sábado, 27 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Colóquio de Jesus com a Beata Alexandrina (23 de Fevereiro, sexta-feira, 1945)

Veio Jesus. Senti-O entrar no meu coração e nele se sentar ainda antes de O ouvir. Sentou-se e, como para descansar, inclinou nele a Sua santíssima cabeça e disse:
- Minha filha, desce o amor à dor, a luz à noite, à escuridão, às densas trevas. Dor, noite, escuridão e densas trevas permitidas por Mim. É o remédio, é a medicina das almas. Aqui posso descansar, aqui não pode o mundo ferir o meu Divino Coração, aqui recebo tudo, tudo o que pode dar uma criatura ao seu Deus; aqui consolo-Me, delicio-Me.
- Meu Jesus, custa-me tanto, tanto ouvir-Vos falar assim. Sou tão miserável, sou só miséria! Como podeis dizer isso? Como podeis consolar-Vos depois de tanta maldade e ingratidão que encontrais em mim, para me falardes desta forma?
- Escuta, filhinha amada, não quero, não posso consentir que voltes a dizer-Me o que encontro em ti para assim te falar. Não posso eu honrar-te com honrosos títulos, levar-te à maior altura, à mais alta dignidade?
És minha filha, falo do que é meu. És minha esposa, esposa que possui as qualidades do seu Esposo, esposa que só ao Esposo se assemelha. Enriqueci-te das minhas riquezas, elogio e honro as minhas coisas, o que é meu. Tu és a minha pomba bela, um coração de fogo, fogo que queima, fogo que purifica, fogo que atrai a Mim os corações, fogo que é capaz de incendiar o mundo, o mundo que te confiei, o mundo que é teu.
Pede, pede, minha filha, pede oração e penitência e emenda de vida, pede, e que peçam aqueles que desejam ver o reinado do meu Divino Coração!
Oh, o que espera o mundo, se não se levanta e se reconcilia comigo!
Jesus levantou-se do meu coração, ergueu as Suas santíssimas mãos e dos Seus santíssimos olhos corriam lágrimas em grande abundância: pareciam duas fontes. A soluçar muito, continuou:
- Vês o meu Divino Coração aberto? É o pecado, é o prazer da carne; é o pecado, é o mundo. Salva-o, salva-o, minha filha, não deixes perder o meu Sangue!
Pede-lhe que se converta, faz que as almas venham a Mim, reúne em meu divino Coração as minhas ovelhas, todo o meu rebanho! Pede, pede em nome de Jesus! Penitência, oração e sincera reconciliação!
- Jesus, Jesus, basta, não façais isso.
Ofereço-Vos a minha vida e a minha morte; ofereço-Vos todo o meu corpo e todo o meu sangue; dou-Vos o meu amor, aceito quanto Vos aprouver dar-me, toda esta vida de sofrimento, mas levantai-Vos já, meu Jesus, descei as Vossas santíssimas mãos, estancai as Vossas lágrimas. Que horror, meu Jesus, não posso ver-Vos assim! Como pode a grandeza infinita ajoelhar-se diante da maior miséria, do mais pequenino nada?!
Jesus levantou-Se, sentou-Se de novo em meu coração, estendeu sobre os meus ombros o Seu santíssimo braço e uniu o Seu santíssimo rosto ao meu, apertou-me fortemente, cobriu-me de beijos e incendiou no meu coração o fogo que no d’Ele ardia.
- Quanto consolou o meu Divino Coração a tua oferta, o teu amor! Vejo em ti a graça, a pureza, a heroicidade das almas!
- Não é isso que eu quero, Jesus. Dizei-me a razão por que procedestes assim? Sendo Deus, ajoelhaste-te diante da criatura mais pobre e miserável. Só Vós sabeis quanto isso me atormenta.
- Minha pura, minha bela, maior é o sacrifício, mais tens que oferecer-Me. Escuta então. Não é de joelhos, de mãos postas e com lágrimas que se movem os corações à compaixão? É tão grande o amor que tenho às almas como grande é o meu poder. O meu procedimento é a sede das almas. Não se pode comparar a sede humana à sede divina.
Quantas vezes as criaturas, para saciarem a sua sede ardente, ajoelham-se, mergulhando seus lábios em água nojenta, lodosa e em lama. Eu, a Grandeza sem igual, para saciar minha sede, para pedir a salvação das minhas almas, ajoelhei-Me na minha esposa querida, revestida de Mim, transformada em Mim, a pedir-lhe as almas, a pedir-lhe o mundo, esse mundo que é lodo e lama nojenta. Assim transformada em Mim, nada via em ti de miséria; vi as minhas maravilhas, a minha grandeza.
Não é verdade que Eu disse “o que é grande faça-se pequeno”? Tu és o espelho que tudo reflecte. Em ti, como quando passei no mundo, vou dando o exemplo. Maravilhosa lição, ensina-a às almas! És tu, filha minha, que lhe dás o passaporte para a eternidade.
Ai do mundo, ai de Portugal, se não corresponderem às graças que lhes dou!
Ai do mundo, mas ai mais ainda de Portugal, se não agradecer os benefícios que por ti recebe!
Espalha pureza, espalha a graça, incendeia amor, amor, amor!
E descansa, vítima inocente, em meu Divino Coração, toma conforto para a tua dor sem igual e inigualável martírio.
Inclinei-me eu então para Jesus, descansei no seu Divino Coração, e nova efusão de amor, vinda dele, abrasou o meu coração.
Já vai alta a noite, sinto-o a arder, mas já mal posso dizer palavra.
- Tomai, meu Jesus, tomai em conta o meu sacrifício. Se em mim houvesse querer, preferia andar sempre, sempre de rosto em terra e nada dizer do que se passa em minha alma.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Exposição sobre o Ano da Fé

No Museu da Póvoa de Varzim está patente uma exposição alusiva ao Ano da Fé. Veja aquiDedica algum espaço à Beata Alexandrina.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Grupos inspirados na vida e obra da Beata Alexandrina


Recentemente, duas pessoas manifestaram vontade de criar grupos sob a inspiração da vida e obra da Beata Alexandrina. Para o lançamento dum deles, sabemos que estão já a ser dados alguns passos. Estes grupos podem-se tornar meios eficazes de realizar o desejo de Jesus que quer que a inspiração da Alexandrina chegue a todo o mundo.

O P.e Humberto deu notícia de alguns destes grupos na Itália, que não sabemos se sobrevivem.
Um antigo, que se mantém, na Irlanda e na Escócia, é a Alexandrina Society, que edita um boletim e alcançou uma projecção intercontinental.
Em Gorgonzola, na Itália, sabemos que ultimamente um tem vindo a ser associado à publicação dos livros da D. Eugénia Signorile.
Em Balasar, dá os seus primeiros passos a LIABA.

Pensamos que na América Latina pode haver vários, sob inspiração salesiana. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Causa da Beata Alexandrina na Agência Salesiana de Notícias

Veja esta notícia publicada pela Agência de Notícias Salesiana (ANS):

17 de Julho de 2013 - Portugal - Iniciativas para promover a causa da Beata Alexandrina Maria da Costa

(ANS - Balasar) – No domingo 14 de Julho, houve em Balasar celebrações para assinalar o 50.º aniversário da morte do padre Mariano Pinho, jesuíta e primeiro director espiritual da Beata Alexandrina Maria da Costa. Participaram alguns membros da Família Salesiana de Portugal e Itália, como o padre Pierluigi Cameroni, postulador geral das causas dos santos da Família Salesiana.

Para comemorar este grande director espiritual da Beata Alexandrina, foi organizada uma exposição sobre a sua vida e proferidas duas palestras, uma pelo padre Dário Pedroso, SJ, e outra pela cooperadora salesiana Maria Rita Scrimieri. O dia terminou com uma concelebração solene.
Tem vindo a crescer o interesse pela espiritualidade e mensagem da Beata Alexandrina desde a sua beatificação em 2004. Nos fins-de-semana, entre 3.000 e 5.000 pessoas visitam os locais que preservam a memória da sua vida e testemunho. Em resposta aos pedidos de alojamento e acompanhamento espiritual de muitos peregrinos, em 14 de Julho, a diocese de Braga, com o arcebispo D. Jorge Ortiga, com o pároco de Balasar, Manuel Casado Neiva, e a Fundação Alexandrina de Balasar, inaugurou um concurso para o planeamento e construção de um Santuário Eucarístico dedicado à Beata Alexandrina.
Também foi iniciado o trabalho para a edição crítica dos escritos da mística de Balasar. A Família Salesiana está presente em Balasar com o Centro de Espiritualidade Da mihi animas, cetera tolle (Dá-me almas, tira o resto), aprovado pela Província Portuguesa e promovido e servido por Maria Rita Scrimieri.
A Beata Alexandrina, grande devota da Eucaristia e porta-voz para a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, teve como seu segundo director espiritual o Pe. Humberto Maria Pasquale, SDB, que também se tornou um grande promotor da sua causa de beatificação. Ele encorajou a Alexandrina a continuar a ditar o seu diário, quando percebeu as alturas espirituais que ela tinha alcançado. Ela fez isso em espírito de obediência até à sua morte.

Em 1944, a Alexandrina tornou-se membro da Associação dos Cooperadores Salesianos. Ela queria o seu diploma de inscrição colocado "onde estivesse sempre diante de seus olhos", de modo a poder colaborar com o seu sofrimento e a sua oração na salvação das almas, especialmente as dos jovens. O seu testemunho sublinha a necessidade de conversão pessoal constante e ela oferece um excelente exemplo da dimensão sacrificial do carisma salesiano.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Fotografias

As fotografias da Beata Alexandrina têm às vezes uma pequena história. Das que se colocam a seguir, a primeira foi tirada pelo P.e Pinho e deu azo a falatório de pessoas menos bem-intencionadas.
Na segunda, a Alexandrina estava com febre e isso beneficiou-a no rosto.

A terceira foi tirada na Trofa em casa do Sr. Sampaio e sob a acção dum milagre, como a própria Alexandrina escreveu, o que lhe permitiu estar sentada.