Agora que o novo Papa Francisco pretende
dar grande realce à pobreza, é bom lembrar que a nossa Beata assinava a pobre Alexandrina Maria da Costa.
Acompanhe as novidades que, quase dia a dia, nos vão chegando sobre esta surpreendente mística do nosso tempo, "luz e farol do mundo", como Jesus lhe chamou.
domingo, 17 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Eugénia e Chiaffredo Signorile (3)
“Uma
lágrima sugada pelo Sol”
Os Signoriles, que tanto meditaram e
escreveram sobre a Beata Alexandrina, souberam também o que era o sofrimento
vivido.
O Prof. Chiaffredo faleceu em 1999, em
13 de Outubro como a Alexandrina, com o mal de Alzheimer. Em 2002, a esposa
publicou uma espécie de diário com a experiência do sofrimento suportado pelos
dois entre 1991 e 1999.
O livro tem por título Una Lacrima Succhiata dal Sole. Un caso di
Alzheimer, “Uma lágrima sugada pelo Sol. Um caso de Alzheimer”. O currículo
que aqui publicámos resume o que nas páginas dele se encontra.
Chiaffredo Signorile no quartinho da Alexandrina em 1965.
Desde então a D. Eugénia ficou mais só na tarefa de divulgação da Beata, mas intensificou a produção de livros. O P.e Humberto falecera em 1985.
Chiaffredo Signorile
Forte e seguro
como uma rocha.
Puro e generoso
como uma fonte.
Uma não cede,
a outra produz.
Homem de oração,
muito activo e reservado,
deu-se todo
com espírito de serviço
e suave sorriso.
(Do livro mencionado acima)
sexta-feira, 15 de março de 2013
Eugénia e Chiaffredo Signorile (2)
Livros e opúsculos sobre a Beata Alexandrina
Os Signoriles
publicaram ao menos os vinte livros e opúsculos que a seguir se listam,
ordenados pela data de publicação. Pode haver ainda algum mais, mas talvez não.
Como se viu quando falámos das pagelas, a D. Eugénia publicou também várias.
Alexandrina Maria da Costa – Maria,
Madre mia (Come Alexandrina Sente la Madonna), Mimep-Docete, Pessano (MI), 1987.
Alexandrina M. da Costa – Un
Essere Umano che Soffrì. Una Vita Divina che Vinse (La Passione di Gesù),
Nazareth Editrice, Milão, 1989.
Alexandrina M. da Costa – Anima
pura, cuore di fuoco, Mimep-Docete,
Pessano (MI).
Alexandrina M. da Costa – Venite a me… (Richiami di Gesù), Mimep-Docete, Pessano (MI), 1991.
Alexandrina M. da Costa – Figlia
del Dolore, Madre di Amore. Quasi una Autobiografia, Mimep-Docete, Pessano (MI), 1993.
Alexandrina Maria da Costa – Mio Signore, mio Dio! Come Pregava Alexandrina, Mimep-Docete, Milão, 1997.
Venerabile Alexandrina Maria da
Costa – Sofferenza Amata. La Passione di Gesù in Alexandrina, Mimep-Docete, Pessano (MI), 1999.
Venerabile Alexandrina Maria
da Costa – Croce e Sorriso, Mimep-Docete,
Pessano (MI), 2000.
C.E. Signorile – Sulle ali
del dolore, Edição extra-comercial, Associazione "Sotto il
manto di Maria Regina della Pace", Gorgonzola (MI), 2002.
Beata Alexandrina Maria da
Costa – Ho sete di Voi. Quale Amore, il Suo!, Mimep-Docete, Pessano (MI), 2004.
C.E. Signorile – Alexandrina,
voglio Imparare da Te!, Gamba Edizioni,
Verdello (BG), 2004.
Giulio Giacometti, Piero Sessa, Eugenia Signorile – La
Gloria dell'Uomo dei Dolori nel Sorriso di Alexandrina, Edizioni Segno,
Tavagnacco (UD), 2005.
Beata Alexandrina Maria da
Costa – Solo per Amore!, Mimep-Docete,
Pessano (MI), 2006.
Beata Alexandrina da Costa – Zampilli
Incandescenti. Alexandrina Mediatrice,
Mimep-Docete, 2007.
Beata Alexandrina Maria da
Costa – L’Amor che Muove il Sole e l’Altere Stelle, Mimep-Docete, 2008.
Beata Alexandrina Maria da
Costa – “Mi Amasti fino all’Estremo!”. La Passione del Rdentore e la Via
Crucis, Mimep-Docete, Pessano (MI), 2009.
Beata Alexandrina M. da Costa – Quei Due Cuori, Gamba
Edizioni, Gorgonzola (MI), 2010.
Beata Alexandrina M. da Costa – Il Sorriso nella Croce. Breve Biografia di un’Anima Vittima, Gamba Edizioni, Gorgonzola (MI), 2010
Beata Alexandrina M. da Costa – Il Nascere e l’Evolversi di un’Anima Vittima, Gamba Edizioni,
Gorgonzola (MI), 2012.
Imagem: Os Signoriles no Sameiro com o P.e Humberto.
Imagem: Os Signoriles no Sameiro com o P.e Humberto.
Eugénia e Chiaffredo Signorile (1)
Breve currículo
Chiaffredo nasceu em 9 de Outubro de 1913, em Stroppo, uma aldeia de alta montanha na província de Cuneo. Estudou em Turim: fez o ensino secundário em Valdocco, com os Salesianos, depois a Universidade, onde se formou em Matemática e Física.
Chiaffredo nasceu em 9 de Outubro de 1913, em Stroppo, uma aldeia de alta montanha na província de Cuneo. Estudou em Turim: fez o ensino secundário em Valdocco, com os Salesianos, depois a Universidade, onde se formou em Matemática e Física.
Eugénia nasceu em 9 de
Setembro de 1914, em Milão, onde estudou regularmente até à formatura em Matemática
e Física.
Chiaffredo pediu transferência
para Milão para não deixar só na grande cidade uma irmã menor que estudava na
Escola de Enfermagem. É-lhe entregue uma cadeira no Liceu de Beccaria, onde Eugénia
ensina.
Colaboram em textos de
Matemática para o ensino secundário e casam.
Em 1964 acontece uma viragem
nos seus interesses espirituais e intelectuais. Em Agosto vão a Balasar, depois
de lerem no Boletim Salesiano o Caso da Alexandrina. Encontra-se ali o P.e Humberto
Pasquale, mergulhado no trabalho de preparação do Processo Informativo
Diocesano. Tem um encontro encantador com Chiaffredo, e pede-lhe ajuda. Vendo-o
entusiasta, encarrega-o de difundir na Itália o conhecimento daquela grande
Serva de Deus.
Ardendo na mesma chama de amor,
os dois cônjuges dedicam-se de alma e corpo a esta empresa, principiando logo a
estudar a língua portuguesa, por sorte neo-latina!
Visto o zelo, o P.e
Pasquale convida-os a traduzir os cinco grossos volumes dos “Sentimentos da Alma”.
Assim começa a sua obra de difusão. Todas as suas energias são lançadas àquela
fornalha que os inflama sempre mais: sentem que aquela é a missão que Jesus
lhes confiou.
O novo livro de D. Eugénia Signorile
Recebemos o novo livro de D. Eugénia
Signorile. Tem por título Il Nascere e
l’Evolversi di un’Anima Vittima (la Beata Alexandrina), “O Nascer e o Desenvolver-se
de uma Alma Vítima (a Beata Alexandrina)” e a sua autoria é atribuída a Beata
Alexandrina M. da Costa. A edição é das Gamba Edizioni, Gorgonzola (MI), 2012. Possivelmente será o último.
Há dois anos apresentámos já uma biografia da Beata Alexandrina; mas pretendia pôr em evidência só a heroicidade do seu amor a Jesus e aos irmãos, que a levava a conseguir aceitar com o sorriso qualquer sofrimento, mesmo atroz: Il Sorriso nella Croce, “O Sorriso na Cruz”.A nova biografia que apresentamos quer pôr em evidência dois grandes fenómenos místicos: o pré-anúncio da sua vinda à terra, um século antes do seu nascimento (fenómeno que não aconteceu em mais nenhum caso) e a sua mística identificação com Cristo (que aconteceu em algumas outras almas místicas).
Com certeza estas são as melhores
palavras para apresentar o livro.
Estamos a preparar um pequeno estudo de
homenagem à D. Eugénia e ao seu marido, que colocaremos em linha logo que o concluamos.
quinta-feira, 14 de março de 2013
A IGREJA PAROQUIAL DE BALASAR (5)
Nos assentos paroquiais
Para localizar as sepulturas, os registos de óbito, ao menos em certos períodos, fornecem diversas
informações sobre a Igreja Paroquial. Mas isso desapareceu quando se dividiu o interior em sepulturas numeradas e a localização passou a ser feita
pelos seus números.
As capelas laterais (a da Jesus Cristo
Crucificado, a norte, e a de Santo Antão, a sul), o coro, a pia baptismal, as
portas travessas, a capela-mor (no interior), as cruzes da via-sacra, certa
“pedra que serve de sepultura” (no exterior) são recorrentes. A localização
também se fazia por referência a divisões da casa da residência (que ficava
junto ao adro, do lado sudeste), como a cozinha e a sala.
O que nunca ocorreu neles foi a mesa do
acordo, onde os homens da fala decidiam (sobre os homens de fala e vários outros temas curiosos, procure aqui). No Tombo da Comenda, são mencionadas
oliveiras no adro, certamente destinadas a fornecer azeite para a lamparina do
Santíssimo. No assento seguinte, menciona-se a
Capela de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado:
Aos dez dias do mês de Abril do ano de mil setecentos e quarenta e dois, faleceu Francisca, solteira, de Vila Pouca, com todos os sacramentos, abintestada (sem testamento). Foi sepultada no adro, da parte do norte, defronte da Capela de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado.
E por assim ser verdade, fiz este assento, que assinei. Era ut supra.
O Reitor António da Silva e Sousa.Interessante a invocação desta capela, que parece antecipar a da Santa Cruz, como esta antecipa a Beata Alexandrina.
segunda-feira, 11 de março de 2013
O ensino primário na Póvoa de Varzim em 1889
Nos 41 anos que medeiam entre 1848 e
1889, tanta coisa mudou no País: abriram-se estradas e caminhos-de-ferro, pôs-se o ensino a funcionar, etc., etc.
Nesta última data, no concelho da Póvoa
todas as freguesias possuíam escola. E já havia algumas femininas.
Perto do final do fragmento desta folha
de pagamentos de Janeiro desse ano, já figura a professora Emília Rosa (é a quarta a contar do fundo) que um
pouco mais de 20 anos adiante iria ensinar a pequena Alexandrina (estamos convencidos
de que é ela).
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