quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

D. Manuel Mendes da Conceição Santos em Balasar

Segundo o noticiário do P.e Leopoldino publicado no Ala Arriba de 26/6/1954, o Servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos, Arcebispo de Évora, veio visitar o Dr. Josué Trocado à sua Casa do Rego.
Há algumas imprecisões na notícia: a casa fica junto às Fontainhas e portanto a Balasar, mas ainda está em Arcos. A “capela das Fontainhas”, de facto, embora no limite com Balasar, a menos de dez metros, fica em Rates. 
Terá D. Manuel Mendes da Conceição Santos visitado a nossa Beata? É provável, já que ela era então conhecida em todo o país e o Arcebispo de Évora ouvia certamente falar dela desde 1938, mas não o podemos garantir. O próprio Dr. Josué Trocado, que fundou o Coro Regional do Norte, que teve sede nas Fontainhas, a visitara.
O que ele esteve de certeza foi em Balasar, pois não podia ir para a capela mencionada na notícia sem por algum tempo pisar terra desta freguesia.

Acompanhado de dois sacerdotes da sua diocese, esteve de visita ao nosso prezado amigo Sr. Dr. Josué Trocado, na sua casa do Rego, o Sr. D. Manuel da Conceição Mendes Santos, ilustre Arcebispo de Évora. Sua Exa. Rev.ma celebrou missa na capela das Fontainhas perante uma selecta assembleia que o recebeu festivamente à entrada. Procederam às lavandas, na primeira vez, o Sr. Alberto Ervalho, Joaquim Garcia e José Gomes Marques, de Rates, e da segunda, os irmãos Ferreiras – José e João – e o Sr. José Sá, das Fontainhas.
Sua Exa. Rev.ma ao Evangelho fez uma linda prática sobre Santo António. Durante o Incruento Sacrifício, o coro da capela, acompanhado a harmónio pelo Sr. Dr. Josué, entoou lindos cânticos apropriados ao acto.

Dr. Josué Trocado



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domingo, 6 de janeiro de 2013

Congresso dos “Sem Deus”

No noticiário de Balasar saído em 29 de Setembro de 1938 n’A Voz da Póvoa, o P.e Leopoldino informou:
Em resposta ao Congresso dos “Sem Deus”, realizado em Londres, os grupos de jacistas desta freguesia realizaram actos de reparação e desagravo a Jesus Sacramentado, que foram ao mesmo tempo uma afirmação pública e desassombrada da sua fé.
Esta notícia do congresso deve ter incomodado particularmente a Beata Alexandrina que viria a viver dramaticamente a questão do ateísmo.

sábado, 5 de janeiro de 2013

João Paulo II

Segundo o Correio da Manhã de hoje, o Papa que beatificou a Alexandrina poderá ser canonizado em Outubro deste ano. Aguardemos.


Nesta fotografia da cerimónia da Beatificação, vêem-se uns padres (ou bispos?) com o cachecol preparado para esse acto.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Acção Católica


J.A.C.

Disponibilizamos hoje outra notícia sobre a JAC em Balasar. Embora assinada por M, o seu autor é sem grande margem para dúvida o P.e Leopoldino. Saiu n’A Propaganda em 13 de Fevereiro de 1937.
De notar que o pregador é o Cónego Molho de Faria, que anos mais tarde tão desapiedadamente iria tratar a Beata Alexandrina, e também que o salão paroquial fica a uns 100 da casa da mesma Alexandrina.
O distintivo com que ilustrámos a última mensagem pode vir deste tempo.
Aproveitamos para apresentar a capa do livro do P.e Mariano Pinho Carta Magna da Acção Católica Portuguesa e um excelente jugo balasarense de 1898.

Merecem calorosas felicitações os grupos de jacistas da freguesia de Balasar, deste concelho, pelo luzimento e entusiasmo da sua inauguração oficial como organis­mo da Acção Católica. Esta festa marcou, pelo seu brilho, fervor e concorrência de fiéis da freguesia e doutras vizinhas, que ficaram sabendo o fim desta santa obra tão preconizada pelo actual Pontí­fice Pio XI.
Teve, a abrilhantá-la, o verbo eloquente e persuasivo do nosso conterrâneo, Sr. Dr. Molho de Fa­ria, ilustre professor de Teologia e Moral no Seminário Conciliar de Braga.
No sábado, 30, à noite, houve adoração ao SS.mo Sacramento, exaltado num lindo e artístico trono como nunca esteve naquela religiosa freguesia. O Sr. Dr. Molho fez um bom sermão sobre os deveres dos católicos na hora presente, incitando-os à frequência dos Sacramentos e a ingres­sar nas fileiras da Acção Católica.
No domingo, 31, à missa das 7 horas, fez o notável pregador, uma substancial prática sobre a Acção Católica, seu fim, organiza­ção e necessidade, sendo escuta­do com atenção e interesse pelo povo crente que enchia o vasto templo. Comungaram todos os jacistas, acompanhados de suas famílias, em número aproximado de 200 pessoas,
Às 11 horas, começou a mis­sa solene, cantando os jacistas à Missa dos Anjos, acompanhados a harmonium pelo Sr. Abade de Ra­tes. Às 14 horas, procedeu-se à inauguração do grande salão pa­roquial, onde, doravante se ensi­nará a doutrina cristã e se reali­zarão as reuniões das juventudes, a horas diversas. Quando o Sr. Dr. Molho de Faria, ilustre delegado das Comissões Diocesanas, entrou no vasto salão, lindamente ornamentado com motivos agrícolas, acompanhado pelo Rev. Abade de Balasar e de Rates, foi vivamen­te saudado pela numerosa assem­bleia, ansiosa de assistir à sessão recreativa e ao mesmo tempo da propaganda da Acção Católica.
Falaram, e muito bem, sobre objecto da Acção Católica, os dignos presidentes dos grupos, sendo muito aplaudidos. Seguiram-se diversos recitativos, diá­logos, canções, cenas e o cântico do hino jacista. Todos os intér­pretes, apesar de ser a primeira vez a aparecer em público e sim­ples trabalhadores do campo, houveram-se muito bem e podiam apresentar-se em qualquer vila, o que denotou grande esforço dos dirigentes.
Pouco depois das 15 horas, ve­rificou-se no templo, repleto de fiéis que seguiam com curiosida­de, as fases da festa jacista, a Comissão oficial no organismo da Acção Católica, de novos mem­bros, sendo 14 rapazes, 13 raparigas para a Juventude e 10 benja­minas. Foi impressionante o acto da imposição do distintivo, acom­panhado de uma quente alocução do Sr. Dr. Molho, bem como o compromisso tomado diante do SS.mo Sacramento exposto. Foi uma cerimónia que deveras como­veu a assembleia. Terminou o religioso acto com a recitação do terço e bênção eucarística.
Os dirigentes dos grupos jacis­tas foram vivamente felicitados pelo povo da freguesia e estranhos que ficaram conhecendo o objectivo da Acção Católica.
Daqui, também lhes endereça­mos quentes aplausos, desejando que prossigam eficazmente na sua obra tão recomendada pela Igreja, para benefício espiritual da sua freguesia e ressurgimento cristão do nosso velho Portugal, tão for­temente fustigado pelo comunismo.
M. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A propósito da JAC de Balasar

Ofereceram-nos em Balasar um antigo emblema da JAC, Juventude Agrária Católica. O P.e Leopoldino fala algumas vezes desta associação nos seus noticiários. Coloca-se aqui uma bem interessante notícia sua relativa à JAC, que data de 7 de Janeiro de 1939 e saiu n’A Propaganda. Também entra nela o P.e Mariano Pinho.
Entrou-se no novo ano e realmente para o povo religioso e temente a Deus desta freguesia coisas novas se vêm realizando para sua renovação espiritual. Logo na entrada do ano se verificou o tríduo da Acção Católica, promovida pela J.A.C Durante o decurso das conferências, o auditório era mais de homens do que de mulheres e na Comunhão geral da festa do Menino Deus abeiraram-se da Mesa Eucarística mais pessoas do sexo masculino do que do sexo feminino. Ora isto não é novo?
Concluída a festa da Acção Católica, a J.A.C., dirigida pelo nosso estimado pároco, promoveu na casa da Família Campos, do Telo, um retiro espiritual fechado, sendo conferente o Rev. Dr. Mariano Pinho, S.J. Neste retiro tomaram parte 30 raparigas, quase todas da Juventude Católica Agrária, desta e doutras freguesias. É de espera abundantes frutos espirituais. Os rapazes, ao saberem da realização dos exercícios espirituais para as jovens, perguntavam: - E para nós não há retiro? Não somos filhos de Deus?
Ora isto não é novo para o povo das nossas aldeias? Quando, entre nós, se falou de Acção Católica e de exercícios espirituais para o povo? Eis a obra da J.A.C. Se os pais querem ter os filhos bons e patriotas, amigos de Deus, da Pátria e da Família, devem filiá-los na J.A.C., o braço direito dos Revs. Párocos.

Imagens:
Em cima, antigo emblema da Juventude Agrária Católica (a legenda em latim diz Cor unum et anima una, Um só coração e uma só alma).
Em baixo, casa Campos no Telo, onde o P.e Pinho se dirigiu às jovens balasarenses.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A Beata Alexandrina na Califórnia


A Maria Rita Scrimieri proferiu uma conferência sobre a Beata Alexandrina na Califórnia, em Setembro passado. Veja aqui.
No Wisconsin, em Green Bay, existe um Alexandrina Center. Alexandrina é a Beata Alexandrina.
Esta informação baseia-se no novo n.º do Boletim de Graças.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O P.e Joaquim Carreira, sucessor de Monsenhor Manuel Pereira Vilar na direcção do Pontifício Colégio Português de Roma


O Público de hoje dá grande destaque ao P.e Joaquim Carreira: dá-lho na capa da edição impressa e numa revista. Este sacerdote, que salvou dezenas de judeus da caírem nas mãos dos nazis, sucedeu ao Mons. Manuel Vilar na direcção do Pontifício Colégio Português de Roma, como se afirma na revista: “(…) Joaquim Carreira chegou à capital italiana a 4 de Maio de 1940, com 31 anos, para ocupar o cargo de vice-reitor do Colégio Pontifício Português.  Em 1941, com a morte do reitor, Monsenhor Manuel Pereira Vilar, passaria a reitor interino”.
A ocupação de Roma pelos alemães só ocorreu em Setembro de 1943, bem dois anos após o falecimento do grande amigo e admirador da Beata Alexandrina.
À noite, a SIC retomou o trabalho jornalístico do Público e dedicou também bastante espaço ao P.e Joaquim Carreira.