quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Relíquias de D. Bosco em Vila do Conde


É já amanhã que as relíquias de D. Bosco vão estar por algumas horas em Vila do Conde. Com algum atraso, coloca-se abaixo o programa da recepção.
Veja-se também aqui.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Almas eucarísticas (2)


Minha filha, Minha filha, luz e estrela eucarística: tu serás para o mundo o que outrora fui Eu e continuo a ser.
Fui Redentor, morri para dar Céu às almas, fiz-Me o alimento das mesmas.
Criei-te para de tal forma te assemelhar a Mim, escolhi-te para vítima, para continuares a Minha obra redentora.
Pus no teu coração o amor a loucura pela Eucaristia.
É por ti, é à luz deste fogo que deixaste atear que muitas almas guiadas por esta estrela por Mim escolhida, levadas pelo teu exemplo se transformarão em almas ardentes, verdadeiramente eucarísticas.
Ai do mundo sem a Eucaristia! Ai do mundo sem as minhas vítimas, sem hóstias comigo continuamente imoladas!
Eu quero, Minha filha, diz que Eu quero um mundo novo, um mundo de pureza, um mundo todo eucarístico.
Diz ao teu Paizinho que sou todo amor para ele, que o fiz hóstia para com ele muitas almas serem hóstias.
Diz-lhe que ele não poderá, nem saberá viver sem sofrimentos. É da dor que nascem as almas eucarísticas, hóstias só por amor imoladas.
Diz-lhe que há um ano lhe disse que o sol brilhava e hoje lhe digo que brilha ainda mais. Quase todos os obstáculos estão removidos para o triunfo da causa do Senhor e para a realização das Suas promessas.
5/1/1952 - Primeiro sábado

sábado, 1 de setembro de 2012

Almas Eucarísticas (1)

Os ensinamentos de Jesus sobre a Eucaristia que se podem ler na obra da Beata Alexandrina não podiam ser menos que sublimes. Pretendemos dar aqui uma amostra deles. Começamos por este excerto por falar do calvário, tema da nossa última mensagem.

À sombra da cruz, à sombra deste calvário, as almas, as almas encontram abrigo, encontram lugar de salvação.
Minha filha, minha filha, Jesus está aqui tal e qual como no Céu, tal e qual como na Eucaristia.
Estou aqui, sim, estou aqui para fazer desta sombra um maná vivificante, um maná que vive para o Céu, para Deus.
Eu quero, minha filha, sim, Eu quero fazer de ti a minha vida, a minha vida completa.
Eu quero que sejas das almas, que vivas para as almas.
Eu quero que as almas ao abrigo deste calvário se alimentem deste maná celeste, se cubram com esta sombra de salvação.
Vives de Mim e para Mim.
Eu quero que as almas vivam de ti, para por ti virem a Mim.
O que as almas recebem, de Mim o recebem. Tu és o canal das graças e da vida de Jesus. Tu és o porta-voz dos desejos de Jesus.
Eu quero que as almas venham sequiosas à Eucaristia.
É por ti, por este calvário que elas vêm.
Eu quero, Eu quero almas, muitas almas eucarísticas.
Eu quero almas, muitas almas a rodearem os sacrários, a voarem para Mim como as andorinhas em bando a voar para os seus ninhos.
Vive, vive, florinha eucarística, vive a minha vida, tu que vives do meu Corpo e do meu Sangue, tu que continuas a minha obra redentora, a minha obra de salvação.
Que pena, que pena, minha filha, o meu Coração sofre a indiferença de tantos, tantos corações!
O meu divino Coração sofre a insensibilidade dos homens.
Na hora presente, na hora gravíssima que passa a humanidade, pus neste calvário um meio de salvação.
Dei aos homens este calvário como prova do meu infinito amor.
Sofro porque não se aproveitam dele todos quantos o meu Divino Coração deseja. Sofro porque não correspondem a tão grande graça e prova de amor do meu Divino Coração.
Sentimentos da Alma, 16 de Janeiro de 1953
Reunindo as palavras que cada um destes anjos setecentistas anuncia, forma-se a frase "Homo panem angelorum manducat", 'O homem come o Pão dos Anjos' (Museu de Arte Sacra de Vila do Conde).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Um calvário


Na poesia dos séculos XVI e XVII (vejam-se aqui poesias de Camões sobre este tema e aqui um soneto de Fr. Agostinho da Cruz; Bocage também tem um soneto sobre a Paixão) encontram-se poéticas e profundas meditações sobre a Paixão de Jesus. Isso significa com certeza que a pregação do tempo privilegiou o tema. Pensamos que, em consequência dessa pregação, foram criados ao longo dos anos calvários em muitas freguesias. Conhecemos alguns não muito longe de Balasar e sabemos que noutras também os houve.
Numa visita que fizemos a Arouca, ao seu grandioso mosteiro antes de mais, vimos na vila um calvário original. Como o de Jerusalém, fica num arrabalde e, como ele, sobre um lajedo. E tem data, 1627. Apresentamos três imagens.
Em Balasar, nunca terá sido criado um calvário com cruzes de pedra, fixo, mas houve um amovível, talvez em madeira, bem perto da casa onde a Beata Alexandrina passou a maior parte da sua vida. Foi daí que veio o nome ao lugar.
Deve-se notar que, da antiga igreja para o “calvário”, subia-se e que o solo, xistoso, deveria mostrar muita pedra.



Três imagens do Calvário de Arouca. Na primeira, vê-se o calvário propriamente dito, as três cruzes; na segunda, vê-se o mesmo calvário mais um curioso púlpito para a pregação; na terceira, vêem-se as cruzes do calvário e o púlpito e ainda mais três cruzes alinhadas com a do centro do calvário, certamente destinadas à via-sacra.

Veja-se ainda o magnífico nicho da igreja do Mosteiro de Arouca que guarda a arca tumular da Beata Mafalda:

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Poesia da Beata Alexandrina (8)


Ó Jesus, onde poderei encontrar a escola do vosso amor?
É com certeza no vosso Divino Coração,
É aí que eu posso aprender a amar-Vos
E com aquele amor por o qual o meu coração suspira.
Ó Jesus, ó Jesus, dai-me lugar,
Deixai-me entrar para lá viver,
Vos amar,
Para de amor morrer.

Jesus, eu quero assemelhar-me à criancinha
Que nos braços de sua mãe não sabe dizer outra coisa
A não ser: mãe, pai.
Eu quero dizer sempre, sempre: Jesus, Jesus, amor, amor!
É vosso o meu coração, sou vossa inteiramente.

Eu queria que o meu coração
Fosse uma fonte da qual nunca deixasse de correr
Água de doçura e fogo de amor
Para o Coração Divino do meu Jesus.
Que grande dita se eu O amasse
Com o amor de todos os corações!
  
Jesus, o que Te posso eu dar?
O que tenho eu que não seja teu?
Tenho o pecado, tenho a miséria,
E é essa mesma que Te dou.
Será desvergonha da minha parte?
Ó Jesus, mas eu nada mais tenho
E quero dar-Vos alguma coisa…
Compadecei-Vos dela e da do mundo inteiro.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Poesia da Beata Alexandrina (7)


Eu quero morrer de amor!

Mãezinha, viva Jesus e viva o teu doce nome!
Bendita seja a tua pureza e a tua Conceição!
Mãezinha, que hei-de eu dar-te no dia do teu aniversário?
Sou pobrezinha dos bens da terra e, para confusão minha, sou ainda mais pobre dos bens do Céu.
Como mais nada tenho para te dar, entrego o meu corpo; tem sido um instrumento de afronta para Jesus: oh, quanto o tenho ofendido!...
Na ânsia que tenho de te festejar e na esperança que tenho que o vais encher da tua pureza e da tua candura, dou-me a ti como escrava, sou tua inteiramente. É por teu amor e por amor do teu Jesus que me deixo escravizar.
Dou-me a ti por almas que me são mais queridas, para que te amem e a Jesus com um amor mais forte e abrasador: quero-as no Céu junto a mim a cantar os vossos louvores.
Dou-me pelos ceguinhos que não conhecem a Jesus.
Dou-me por os que mais o ofendem.
Enfim, Mãezinha, sou tua, não me poupes. Só a ti pertenço e a Jesus.
Vendei-me o meu corpo e o meu sangue e comprai com ele as almas.
Fazei-me pura, fazei-me santa, dai-me amor que me queime e que me mate: eu quero morrer de amor!
Dai-nos a paz e dai-nos o perdão.
Consolai e socorrei o santo Padre.
Mãezinha, por teu amor, procurarei não gemer neste dia.
Perdoa tudo e aceita este ramalhete de flores em meu nome e em nome do meu Paizinho e das pessoas mais queridas do meu coração.
Mãezinha, dai-nos amor e pureza sem fim, e leva-me para o Céu depressa.
Dá-me a tua bênção e cobre-me com o teu manto.
Tua pobre Alexandrina.

Esteve recentemente em Balasar um grupo de peregrinos do Líbano. Sem os cristãos deste país, os da Síria, do Iraque, etc., não se aguentam mais. Bem preciso é rezar por eles, agora que a guerra parece bater-lhes mais uma vez à porta.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Poesia da Beata Alexandrina (6)


Ave Maria, eu vos saúdo, ó minha Mãe Santíssima!

Ave Maria, eu vos saúdo, ó minha Mãe Santíssima!
Ó minha querida Mãezinha, que hei-de eu dar-Vos no dia do vosso aniversário?
Não tenho mais nada que Vos dar, dou-Vos o meu corpo e a minha vida.
Quero ser toda vossa.
Não rejeiteis a minha oferta, ó minha querida Mãe.
Rogai a Nosso Senhor por mim, ouvistes?
Quero ser toda, toda vossa. Dou-Vos quanto tenho.
Ó meu Jesus, não rejeiteis nada do que peço à vossa Mãe!
Sois minha Mãe muito querida.
Oh, quem me dera ter uma boa oferta para Vos dar, mas ao menos tenho a boa vontade!
Dai-me o Céu!