quarta-feira, 9 de maio de 2012

“Fatima Prayer Book”, de Leo Madigan


Agora que caminhamos para o centenário das Aparições de Fátima, foi com muito gosto que recebemos do nosso amigo e colaborador Leo Madigan a recente edição (a oitava) do seu livro Fatima Prayer Book. Este escritor, a quem a divulgação da mensagem de Fátima muito deve desde há anos, já nos tinha enviado The Fatima Guide, além, naturalmente, de Blessed Alexandrina da Costa: the mystical Martyr of Fatima, sempre edições da Ophel Books.
Jesus afirmou uma vez à Beata Alexandrina: “Só Ela lhe poderá valer”; o que no contexto significava: Só a Mãe de Deus poderá valer ao mundo. Este mundo ocidental enlouquecido, que recusa Deus e promove com orgulho práticas que se opõem do modo mais frontal à sua tradição cristã, precisa prementemente de se voltar para Ela na penitência e na oração. Fatima Prayer Book é um vade-mecum para o peregrino que vem à Cova de Iria: contém aquele conjunto de orações mais comuns que toda a cristandade reza, com algumas particularidades de Fátima.
Na página 7, recorda-se esta afirmação do Papa Bento XVI: “As aparições de Nossa Senhora em Fátima, com o seu veemente apelo à conversão e penitência, são sem dúvida as mais proféticas das aparições modernas”. Mas sem oração não haverá conversão nem penitência.
A execução gráfica do livro é óptima, como é excelente a selecção das ilustrações.

domingo, 6 de maio de 2012

Uma explicação

Já lá vão cinco ou seis anos desde que começámos a estudar a história de Balasar. Nessa altura, percebemos que isso nos iria afastar do estudo mais intenso e quase exclusivo da Beata Alexandrina.
Mas, se se reparar bem, o P.e Mariano Pinho escreveu uma biografia da mesma Alexandrina quase sem mais balasarenses que a biografada; já o P.e Humberto deu um espaço de mais de visibilidade a algumas figuras da freguesia e, ao ritmo em que ia avançando no conhecimento da realidade que a envolveu, esse espaço crescia, como se vê com muita clareza pelo livro Eis a Alexandrina!
Do nosso estudo sobre Balasar esperamos que proporcione um quadro muito amplo que as futuras biografias poderão considerar. Entretanto, procuraremos garantir aqui o fundamental.
Em 2009, o estudo sobre Balasar chegou a estar quase pronto a nível de tipografia, mas depois a edição foi suspensa. Para nós, acabou por ser bom, pois ele entretanto ampliou-se muito. De momento, não vemos que alguém o venha a publicar, mas é muito bom que esteja feito.
Prevê-se que no próximo Agosto haja em Balasar uma exposição sobre a freguesia; esperamos contribuir com uma palestra.
No Arquivo Distrital de Braga, existem documentos importantes sobre Balasar, nomeadamente um tombo de 1542, um documento sobre a Capela-mor da Igreja do Matinho e outro sobre a Capela da Senhora da Piedade.
Em 1542, estavam anexas a Balasar Gresufes e Gondifelos (presumimos que só S. Marinha).

sábado, 5 de maio de 2012

Quando a Alexandrina queria ir a Fátima

Hoje vimos alguns grupos de peregrinos a caminho de Fátima. Neste início de Maio, recordamos por isso aquele passo da Autobiografia em que, no ano de 1928, a jovem Alexandrina, não podendo ir, pede a quem vai que lhe traga de Fátima uma medalha.

Nesse ano, o Sr. Abade foi a Fátima e perguntou-me o que queria de lá. Pedi-lhe que me trouxesse uma medalha, mas ele ofereceu-me um terço, uma medalha, o Manual de Peregrino e alguma água de Fátima.
Sua Reverência aconselhou-me a fazer uma novena a Nossa Senhora e a beber água de Fátima com o fim de ser curada. Não fiz uma, mas muitas.
Cantava muito e dizia às pessoas vizinhas que me visitavam: se um dia me vissem pelo caminho e me ouvissem cantar, era eu que ia agradecer a Nossa Senhora o benefício que recebia.

Mesmo sem obter o milagre da cura, ela continuará sempre grata à Mãe de Deus.

Agora algumas palavras sobre a água que produz curas. Com razão ou não, a crença no poder curativo da água dos lugares santos está documentada no passado de Balasar. Era assim em relação è Fonte de S. Pedro de Rates. Por volta de 1700, escreveu o P.e Carvalho da Costa:

Vêm a esta fonte muitos enfermos de maleitas e, bebendo dela, voltam livres do achaque.

As memórias paroquiais também o registam:

Tem o povo grande fé com esta água e dizem que bebendo-a tira as maleitas, de que há repetidas experiências. (1736)
Há nesta freguesia, no lugar do Casal, uma celebrada fonte, chamada de S. Pedro, cuja água é milagrosa para os doentes de sezões e terçãs, como se experimenta bebendo-a com fé e devoção ao mesmo Apóstolo (…) (1758)

Esta tradição chegou à Etnografia Portuguesa onde Leite de Vasconcelos inclui a Fonte de S. Pedro entre as “fontes santas”.

Mas há um ex-voto que uma balasarense ofereceu em 1701 à Senhora das Neves da vizinha freguesia de Bagunte que também regista o poder curativo da água:


Milagre que fez Nossa Senhora das Neves a Domingas Gomes, mulher de Domingos Gomes, morador na freguesia de Balasar, termo de Barcelos, que estando a dita mulher muito doente de uma febre muito perigosa, se ofereceu (?) a Nossa Senhora das Neves e bebendo água da sua fonte, logo teve saúde. 1701.

Nas imagens, vê-se primeiro a cartela do ex-voto à Senhora das Neves e depois o ex-voto completo.

sábado, 28 de abril de 2012

Panfleto

Frente e verso dum panfleto distribuído em Balasar (clique sobre as imagens para as ver em tamanho maior):


quinta-feira, 26 de abril de 2012

8.º Aniversário da Beatificação

Passam já oito anos do dia 25 de Abril de 2004 em que João Paulo II, na Praça de S. Pedro, proclamou a Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa como Beata. Foi um dia quase como o de ontem, com céu nublado.
Desde então, muita coisa se fez no sentido de a divulgar: colocou-se em linha parte grande da sua obra e muita outra informação relacionada, efectuaram-se traduções para algumas línguas estrangeiras, publicaram-se livros em diversos países. Mas há ainda muito que fazer até ela entrar pela porta principal das faculdades de teologia e se popularizar o fundamental da sua mensagem.
Da celebração de ontem, registamos como muito positiva a transmissão em linha dos eventos de Balasar. Foi por exemplo por ela que ouvimos a oportuna, diríamos excelente, homilia do P.e Dário Pedroso na Eucaristia das 10 horas.
Da parte de tarde, participámos na hora de adoração: gostámos muito dos textos seleccionados para meditação dos presentes.
Do que vimos na Live Stream, não nos pareceu que a transmissão tenha suscitado o entusiasmo que esperámos: talvez por falta de informação. Também nos parece que devia haver legendas em inglês.
Ficamos a aguardar o novo Sítio Oficial.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Directo de Balasar

No dia 25, desde as 8 horas da manhã e durante todo o dia, conecte esta ligação: www.livestream.com/alexandrinadebalasar.

Uma nova página

Criámos uma nova página, um novo blogue. Chama-se Sacerdotes Poveiros e falamos lá um  que teve uma ligação estreita à Beata Alexandrina, o Mons. Manuel Vilar. E ainda haverá acrescentos.
Muito nos espanta a figura de D. Daniel Junqueira: só por ele já se justifica a página; e não havia nada em linha sobre este bispo. E a situação do Mons. Lopes da Cruz, o fundador da Rádio Renascença, não era muito melhor.