domingo, 15 de abril de 2012

Espírito evangélico


Viu-se que Custódio José da Costa redigiu um testamento muito ajustado ao espírito do Evangelho, que a Beata Alexandrina encarnou em pureza excepcional. Hoje vamos falar duma viscondessa, a Viscondessa de Azevedo, que era Grã-Magriço, cujos pais haviam sido sepultados na igreja paroquial de Balasar e que também quis ser lá sepultada.
Faleceu com 81 anos, em 3 de Janeiro de 1886, no Porto, de uma “apoplexia fulminante”. Escreveu-se na altura que tinha pouco antes um porte aprumado e vigoroso e que era senhora duma organização física “forte e enérgica, que parecia zombar dos anos”.
No testamento dispôs que o seu corpo fosse “envolvido em hábito de Santa Teresa (de Ávila), encerrado em caixão de chumbo e sepultado no jazigo da família que tem na freguesia de Balasar, deste concelho, onde repousam os restos mortais de sua mãe”.
Contrariamente ao seu desejo, D. Maria José Carneiro da Grã-Magriço não foi sepultada em Balasar, antes em Barcelos, “por a autoridade administrativa do Porto se opor a que fosse para Balasar, conforme era vontade da testadora”.
Entre as numerosas disposições do seu testamento, salientam-se algumas: quis que o seu corpo fosse conduzido da sua residência para a igreja por quatro pobres, a cada um dos quais se daria significativa esmola. Não quis pompa nem música (certamente marcha fúnebre); e acrescentou: “igual ao do meu marido”. À Santa Casa da Misericórdia do Porto deixou um legado enorme, de 17 contos (se calhar não longe do que hoje seriam 100.000 euros...); à de Vila Nova de Famalicão, um mais modesto de 2 contos e meio. Mas beneficiou muitas outras instituições e pessoas singulares, várias da Póvoa e até os pobres de Balasar.
Também isto é espírito evangélico. ... No tempo de Eça, de Antero, de Teófilo Braga e outros de semelhante orientação ideológica.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aniversário da Beatificação

Veja-se o programa para o dia 25 de Abril, aniversário da Beatificação da Beata Alexandrina. Ao fundo do cartaz, encontra-se uma ficha de inscrição para um almoço. Os interessados devem enviar o pedido de  inscrição para fundacão@alexandrinadebalasar.com ou telefone 252951601.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Testamento de Custódio José da Costa

A descoberta do Testamento de Custódio José da Costa é uma boa notícia para os amigos da Beata Alexandrina, dada a relação que a Santa Cruz tem com ela. Ignorava-se mesmo a data da sua morte, por não existirem os assentos de óbito do tempo. Agora sabe-se que faleceu no Lousadelo, em 11 de Agosto de 1850.
Fizera o testamento em Janeiro de 1848. Nele se mostra o mesmo homem abastado e piedoso de que já dera provas. Vejam-se as linhas iniciais:

Jesus, Maria, José.
Em nome da Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, em Quem creio e em tudo o mais que ensina a Santa Madre Igreja de Roma, em cuja fé protesto viver e morrer, determino eu, Custódio José da Costa, do lugar de Lousadelo desta freguesia de Santa Eulália de Balasar, fazer meu testamento, última e derradeira vontade, na forma seguinte:
Primeiramente, encomendo minha alma a Deus, Nosso Senhor, e Lhe peço que de mim Se compadeça pelos infinitos merecimentos de seu Unigénito Filho e rogo a Maria Santíssima e seu esposo S. José, ao Anjo da minha guarda e a todos os Santos da Celestial Jerusalém que queiram ser meus advogados e medianeiros no Supremo Tribunal a fim de que me sejam perdoados todos os meus pecados e a pena que por eles me é devida.

Embora isso não venha no Testamento, ele deve ter sido marinheiro, piloto mesmo. Uma vez falou assim aos seus críticos:

[…] e vós dizeis que o fundador das obras (ele, Custódio) é pateta. Mas sabe levar bom navio ao Brasil e torná-lo a trazer. Isso para vós é latim.

Custódio José da Costa é o mais antigo balasarense de que se possui um retrato.
Retrato de Custódio José da Costa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Morrer com Jesus, ressuscitar com Jesus

Atendendo ao carácter de alma-vítima da Beata Alexandrina, devia haver em Balasar uma Via-Sacra pública, cujas estações estivessem documentadas com textos extraídos dos seus escritos. A D. Eugénia preparou-a. Dela se apresentam aqui o Prólogo e o Epílogo.


PRÓLOGO

JESUS IMOLADO

Tu não quiseste nem sacrifício nem oblações,
em vez disso preparaste-me um corpo...
Então disse:
-Eis que venho, ó Deus, fazer a tua vontade!" (Heb.10,5-7)


Viu a minha alma
a grande montanha do Calvário
e no cimo a cruz ao alto onde eu havia
de estar crucificada. S (3-11-50)

Esta cruz chegava ao Céu
e fazia-o abrir e resplandecer. S (3-11-50)

Era cruz de triunfo
que brilhava mais que o sol! S (7-11-52)

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EPÍLOGO

Por entre aquelas nuvens da morte rompeu Jesus, sobressaiu,
foi brilhar mais além.
Venceu tudo e de tudo triunfou.
(...) Ele foi, mas ficou sempre comigo.
(...) Transformado em mim, sofria. S (9-11-45)
 Jesus morreu e viveu sempre.
Senti que Ele morreu e senti que Ele vivia.
Ó vida, vida celeste! S (23-12-49)

Ficou o Céu reconciliado com a Terra. S (20-5-49)
O Céu abriu-se quando Jesus expirou.
Já todos, do Calvário, podíamos passar ao Céu. S (3-10-47)
O sangue regou a Terra. (...)
Ia ser para as almas, no decorrer dos tempos,
orvalho de vida e de salvação. S (4-7-47)

Jesus declara:
"Quem com Jesus vive
com Jesus morre,
com Ele ressuscita
para a verdadeira vida".

terça-feira, 27 de março de 2012

Livro em letão

Já temos connosco o livro do Leo Madigan em tradução para letão. Cremos que o título  diz "Beata Alexandrina da Costa, Mística de Fátima e Mártir".
O livro tem 174 páginas e foi usado um formato muito pequeno. Sensivelmente ao centro, encontra-se um conjunto de fotografias coloridas.
Editor: Kala Raksti.

sábado, 24 de março de 2012

Um museu

É nosso entender que Balasar deveria possuir um museu para guardar memória do seu passado. Um museu com uma forte componente agrícola, mas aberto a outros aspectos das antigas vivências locais.
Recentemente visitámos um museu excelente, o Museu da Agricultura de Fermentões, próximo de Guimarães: podia servir de inspiração para quem se quisesse abalançar à tarefa de criar o de Balasar.
Nesta freguesia, conservam-se bons jugos. Colocam-se a seguir imagens de dois, o primeiro de Balasar, de 1897, e outro do museu mencionado, de 1886. O de Balasar tem ao centro o brasão nacional monárquico, o segundo, procedente de S. Tiago de Antas, tem a mais usual cruz.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Exposição em Balasar

Só soubemos hoje desta exposição, por isso é agora que colocamos aqui o cartaz respectivo.