quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma peça de museu

Em Balasar há alguns coleccionadores. Um deles está-se a desfazer da colecção, que tem algumas peças que poderiam integrar um futuro museu da Beata Alexandrina. Não será infelizmente o caso desta belíssima mala de embarque (mas o dono tem outras).
Na freguesia houve muita emigração para o Brasil. O próprio pai da Alexandrina foi emigrante, o P.e Pinho passou dois períodos no Brasil, até o P.e Humberto lá foi e um irmão da D. Ana cremos que também lá esteve. Uma mala destas ficava bem no museu...


Se sabe inglês e quer ler uma bela e verídica história, clique aqui.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Beata Alexandrina na Faculdade de Teologia

Embora esta ligação não tenha propriamente novidades, paga a pena abri-la. O anúncio das conferências vem também na newsletter e foi divulgado por e-mail.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Foi um êxito

Foi um êxito de sala cheia a primeira conferência sobre a Beata Alexandrina na Faculdade de Teologia do Porto, tendo os participantes manifestado interesse em adquirir bibliografia sobre ela.
Consta que também vai ter lugar uma acção de divulgação sobre o mesmo tema em Mirandela, onde os salesianos possuem um colégio.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O louvor da alma-vítima


Veio Jesus, falou-me tão meigamente:
- Minha filha, flor solitária, mimo da humanidade, dor que salva, amor que tudo vence… Minha filha, jardim do paraíso, em ti semeei, a ti vem o mundo colher flores de virtudes, flores de amor. Minha filha, tesouro escondido, em ti se encerram as riquezas divinas.
Tesouro escondido, porque quase tudo desconhece o que em ti depositei. Minha filha, pomba branca, pomba angélica, a tua vida é um trinado de louvor a Jesus, a toda a Trindade Divina e à minha Mãe Santíssima.
Venho a ti, estou em ti, deste palácio não posso ausentar-me. O Rei não deixa a sua rainha. És porto de abrigo, és porto de salvação, és o abrigo dos pecadores, a salvação da humanidade.
É aterradora a guerra? Nada temas. O Rei com a sua rainha, rainha com o seu Rei poderoso, tudo vence. Os soldados estão firmes, combatem pelo seu Rei, obedecem aos seus mandados.
- Ó meu Jesus, sou tão pequenina, como podeis encontrar-me? Sou só miséria, como podeis fitar em mim os Vossos divinos olhares? Tenho vergonha, não posso levantar os meus para Vós. Compadecei-Vos de mim. Eu sou flor, eu sou jardim, sou tudo o que dizeis, porque Vós semeais, Vós cultivais; sois Vós o jardineiro, sois Vós a flor, sois Vós tudo, tudo, tudo, meu Jesus.
Sois o porto de salvação, porque a mesma salvação sois Vós. Reparai e vede a minha dor, tende dela compaixão. Quero amar-Vos e não sei como, quero sofrer pelo mundo para o salvar e não sei sofrer. Temo o meu desfalecimento, temo cair para não mais me levantar.
- Não temas, flor mimosa, adorno do meu divino Coração, não temas, porque não estás só, os Anjos acompanham-te dia e noite, fazem sentinela ao palácio da minha rainha.
S. José veio visitar-te. Viste-lo com a minha bendita Mãe? A criancinha que ela tinha ao colo, de braços atados ao seu pescoço, eras tu mesma, minha filha. És a criancinha de Jesus, és a mesma de Maria. Com Ela salvarás o mundo que te foi confiado, o mundo que hás-de salvar. Dei-to, é teu, não temas, que não te é roubado.
Viste o painel que por detrás e acima da minha bendita Mãe e de S. José pudeste contemplar? Era o da Trindade Divina, Trindade que te ama, Trindade que se consola em ti. É o Céu a contemplar-te, é o Céu a dar-te a vida, vida de que vives e para quem vives. É teu o Céu e é de muitas almas a quem salvares, almas que sem os teus sofrimentos nunca se salvariam. Vão gozar de Mim, vão gozar do Céu: a ti o devem, à tua imolação, ao teu sacrifício, ó minha querida redentora.
Recebe o meu amor, ó amor meu, dá-o, distribui-o com abundância por toda a humanidade. Em breve, será conhecida, em breve, será espalhada a tua dor, o teu amor inigualável.
- Obrigada, meu Jesus. Que todo o mundo se salve, que todo o mundo Vos ame louca e apaixonadamente: são os meus desejos, são as minhas ânsias. É essa e só essa a causa do meu sofrer. Tenho tantas, tantas ânsias e saudades do Céu! Queria voar para lá e, quando não pudesse entrar para dentro, queria ao menos arrancar do meu peito o coração e metê-lo dentro do Paraíso e dizer:
Jesus, Mãezinha, aqui tendes o meu coração, dentro dele está o mundo, guardai-o, que é Vosso; vou para a terra sofrer e amar, enquanto esse mesmo mundo for mundo.
Ah, se eu pudesse fazer assim! Se eu pudesse dar esta consolação a Jesus! Entregar-Lhe o mundo todo, todo salvo!
Ó meu Jesus, não deixeis ir mais almas para o inferno: são Vossas, é o Vosso Sangue, não o deixeis perder.
12/1/1945

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Reunião do Grupo Beata Alexandrina

Gorgonzola, Milão, 13 de Fevereiro de 2012

(Texto incompleto, que esperamos completar nos próximos dias.
No blogue Fátima e Balasar, corrigimos alguns erros que lá se encontravam. Continuamos a pensar que paga a pena gastar algum tempo com ele).

Estamos aqui reunidas numa bela sala bem aquecida, com todas as comodidades que nos oferece a vida moderna ... mas não podemos fechar os olhos e o coração face à pavorosa situação  que nos rodeia!
Sempre que dizemos "Pai nosso..." devemos sentir-nos todos irmãos!
E assim participar, ao menos espiritualmente, nas angústias dos nossos companheiros de viagem à face desta pobre Terra.

Para a meditação de hoje escolhi pois da nossa Alexandrina que põem em evidência a situação da pobre humanidade, já mal nos seus tempos; e passou-se mais de meio século, mas as coisas foram piorando!
E a dor de Jesus está sempre viva mais que nunca! Jesus vê desprezado o seus sublime, heróico sacrifício de Redentor. As citações que vamos ler fazem parte do livro Alexandrina fala-nos, actualmente na tipografia.

A hora é grave: Jesus adverte


Filhinha, o mondo está em grande perigo.
Depressa, depressa: avisa-o disso! S (6-7-45)

Só Eu conheço o perigo em que se encontra a humanidade, as falsas armadilhas que lhe prepararam
Minha filha, minha filha amada, oh, que tanta maldade!
O meu Coração não tem como no Calvário, um só soldado que o abra, que lhe crave a lança. Agora são milhões e milhões de pecadores que assim Me ferem
Sofre, sofre, repara (enquanto alma-vítima). Repara e sofre por amor. É Jesus, o teu Esposo, que te pede. S (27/9/46)

Dá-me a tua dor, minha filha, deixa-te imolar sempre e faz com que Eu seja amado!
Só a dor e o amor será salvação do mundo, a salvação das almas.
- Ó Jesus, e assim salvam-se todas as almas e o mundo é poupado ao castigo?
- Não, não, minha filha, o mundo não é poupado aos rigores da justiça divina, porque não quer ouvir a voz do Senhor, não quer ser puro, não quer oração, não quer penitência. Mas são as almas poupadas ao castigo, aos rigores do inferno.
Dei todo o meu divino sangue, dei a minha vida pela pobre humanidade, e ela não quer salvar-se… S (21/7/50)

Aparece-lhe Jesus a chorar (como chorou sobre a Jerusalém que matava os profetas).

- Porque chorais, meu Jesus? Não choreis, eu não posso ver-Vos chorar. Eu quero, eu quero chorá-las (as lágrimas) também.
Jesus, continuando a soluçar, disse-me:
- Eu choro, minha filha, ao contemplar a pobre humanidade perdida.
Eu choro ao ver a justiça de meu Pai Eterno a desabar sobre ela.
O mundo, o mundo, ai como está o mundo!
derramei o meu divino Sangue, imolo as minhas vítimas para o salvar e ele foge-Me, ele foge-Me.
Vai, minha filha, vai Pastorinho do Rei de amor, fazê-las sentir e compreender as ternuras e doçuras inefáveis deste amante Coração (…) S (4/8/50)
Prostrei-me na agonia do Horto (revive a Paixão intimamente).
Novo fogo se acendeu no coração. Para poder aguentar, servi-me de novo da roupa molhada sobre o peito.
Tive ânsias infinitas de me dar, de ser hóstia para alimento, e sangue para bebida (chegada a 1951 sente-se misticamente identificada com Cristo). Jesus fez-me compreender que este fogo era o amor da Eucaristia.
(…) Passou-se algum tempo (depois do êxtase da Paixão) no apartamento e no silêncio da morte.
Veio depois Jesus, deu-me a Sua luz, trouxe consigo novas labaredas de fogo que fez penetrar em todo o meu ser, e disse-me:
- Minha filha, minha filha, Jesus reina, Jesus triunfa no teu coração. A vítima é a cópia, o modelo do seu Mestre.
Minha filha, Jesus imprimiu no teu coração todos os sofrimentos do Seu Divino Coração. Minha filha, minha filha, Jesus infundiu no teu coração o fogo ardente do Seu divino Coração; é fogo que ama, é fogo que consome.
É o amor que eu quero, que Eu exijo que dês às almas.
Tenho sede, tenho sede, tenho sede dos corações. São tão poucos, são tão raros os corações ardentes, os corações sequiosos do meu divino amor. No mundo, minha filha, há tão pouco quem me ame, há tão pouco quem repare o meu Divino Coração.
Faz tu, que foste escolhida por Mim, que Eu seja amado loucamente por ti e loucamente reparado.
Escolhi-te, escolhi-te, minha filha, coloquei-te neste calvário para seres vítima e escola. Vítima dos pecadores, vítima de toda a humanidade.
- Ai, meu Jesus, eu não sei sofrer nem amar. E como posso ser escola, se eu não sei ensinar?!
Ó meu Jesus, meu Amor, eu quero, eu quero amar-Vos e fazer a Vossa divina vontade.
Eu quero, eu quero sofrer, porque o Vosso Divino Coração o exige e merece. Eu aceito, meu Jesus, eu aceito e quero o que Vós quereis. Aceito todas as Vossas exigências. Estreito ao meu coração, ao meu pobre coração a Vossa divina vontade.
Ai, meu Jesus, meu Jesus, que dor eu sinto, que dor tão profunda, e que fogo tão abrasador! Parece queimar todo o meu ser.
- É fogo divino, é dor divina. É amor que te dei do meu Divino Coração, é dor que me causam os pecadores.
Sofre, sofre, minha filha, faz como até aqui, não dês a Jesus uma negativa. Sofre e pede que sofram; quero dor, muita dor.
A dor foi, é e será o maior meio de salvação.
Com a dor, o sangue e a vida foi aberto o Céu. Com a dor, o sangue e a vida das minhas vítimas as almas são salvas.
São salvas as almas, mas não o mundo poupado.
A justiça de Deus cai sobre a terra, os corpos têm que sofrer, mas as almas, essas, se houver grande reparação, estão abertos os meus divinos braços para a todos receber (… Segue-se a transfusão de Sangue …)
O que espero em ti não é para ti, é para o mundo, é para o fim da tua missão, da tua sublime missão, da mais alta e digna missão, a missão das almas.
- Obrigada, obrigada, meu Jesus. Fazei que eu seja fiel, cumprindo em tudo a Vossa divina vontade.
- Vai para a cruz. Vai dar amor, vai dar confiança.

- Obrigada, obrigada, Jesus! S (9/3/51

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Livro em italiano

A D. Eugénia está a preparar a edição de um livro com o título de Alexandrina ci parla (A Alexandrina fala-nos).
Ela preside ao Grupo Beata Alexandrina, que fundou, e enviou-nos o texto, de cinco páginas e meia, que dirigiu aos participantes da última reunião.
Se o conseguirmos traduzir, apresentá-lo-emos aqui.