terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ciclo de palestras

Em colaboração com a Faculdade de Teologia do Porto, a Tuitio Fidei vai promover no Campus da Foz um ciclo de seis palestras, com periodicidade semanal, sob o tema Alexandrina de Balasar: um percurso pascal; começam em 23 de Fevereiro e têm o seu termo em 29 de Março. As palestras decorrerão à quinta-feira, com início às 21h30.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Página sobre a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria

Estamos a compor uma página sobre o tema da Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. É assunto da maior importância e pensamos que há novidades que justificam uma visita.
Ontem, quando andávamos a pensar sobre ele vimos à venda um apaprelho de rádio provavelmente semelhante àqueles por onde muitos portugueses ouviram a mensagem da consagração. Adquirimo-lo e esperamos que um dia possa vir a integrar um museu da Beata Alexandrina.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O que Balasar deve ao P.e Francisco


O P.e Francisco Dias de Azevedo veio para Balasar um ano após a morte da Beata Alexandrina, em 1956, sucedendo ao P.e Leopoldino, e manteve-se aí como pároco até 2004, num total de 48 anos.
Já desde o tempo do P.e Leopoldino se pensava ainda que de modo vago na beatificação e canonização, mas caberia ao novo responsável pela paróquia dar corpo ao processo que a concretizaria. Ele acompanhou-lhe os momentos-chave, inclusive o da beatificação.

O Boletim de Graças

Em 1957, o Dr. Dias de Azevedo (que não era familiar do pároco de Balasar apesar da igualdade dos apelidos) criou o Boletim de Graças, sendo então o seu único autor. Ao tempo do Processo Informativo Diocesano (1968-1973) e anos seguintes atingiu o seu ponto mais alto: o P.e Humberto e o P.e Gabriel Bosco colaboravam frequentemente e havia outros colaboradores. Na década de oitenta, descaiu e foi suspenso pelo P.e Francisco, quando editava mais de 30.000 exemplares mensais. Veja-se esta nota saída que fez sair na edição do número duplo 41/42, segunda série, de Abril de 1982:
Há mais de um ano que este Boletim de Graças não saiu.
Embora razões económicas, como o aumento em flecha do seu custo e portes do correio, dificultem a sua expansão como Boletim gratuito, a verdade é que a sua não publicação foi ocasionada no facto de ter ficado só, sem outro sacerdote colaborador e com todo o leque de actividades da paróquia concreta de Balasar, hoje, e quase sem tempo para corresponder a muitas das exigências que o Movimento da Causa da Alexandrina pressupõe, entre as quais figura a publicação do Boletim de Graças.
Aumentam os trabalhos, diminuem os Sacerdotes, quem fica fica mais velho e cada vez com menos forças.
Mas, Deus louvado, faremos o que pudermos.

O Processo Informativo Diocesano

Entre 1968 e 1973, decorreu em Braga o Processo Informativo Diocesano da Alexandrina. Os salesianos, em particular o P.e Humberto e P.e Calovi, foram chamados para as tarefas mais decisivas. Mas foi uma actividade demorada, muito participada e dispendiosa, a que o P.e Francisco não pôde estar alheio.

A trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina e as obras na Igreja

No Boletim nº 35/36, segunda série, de Dezembro de 1978, lê-se, sobre a trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina do cemitério para a Igreja Paroquial:

Trasladação da Serva de Deus Alexandrina de Balasar
No dia 18 de Julho de 1978 foi trasladado, da sua Capela-Jazigo para a Igreja Paroquial de Balasar, o corpo da Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa.
Estiveram presentes ao encerrar da trasladação o Senhor Arcebispo de Braga, D. Eurico Nogueira, o seu secretário, Dr. Fernando Carvalho Rodrigues, que com o Senhor Arcebispo Resignatário de Luanda, D. Manuel Nunes Gabriel, concelebraram, pedindo ao Senhor que apresse a hora da Beatificação da Sua Serva.
Também estiveram presentes o Senhor Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Senhor José de Azevedo, as autoridades locais – Junta e Assembleia de Freguesia – e quantos tiveram conhecimento da trasladação, que foi programada sem publicidade.
Esta trasladação tinha sido autorizada pelos Senhores Ministros da Justiça e Interior, conforme nos foi comunicado em 28 de Julho de 1977, pelo Ministério da Justiça.
O Pároco de Balasar.

A trasladação, que retirava os restos mortais da alçada da Junta de Freguesia para a da Paróquia e da Igreja, era de grande importância.
Promoveu obras na Igreja Paroquial em 1978 e a colocação dos vitrais, bem como a construção da Residência Paroquial.

O Decreto das Virtudes Heróicas
O Decreto das Virtudes Heróicas da Beata Alexandrina data de Roma, 12 de Janeiro de 1996. Era um passo fundamental na caminhada para a beatificação e canonização; é para ele que aponta o Processo Informativo Diocesano.
Após a sua publicação, bastava que surgisse o milagre para se concluir a
A Beatificação

A beatificação da Alexandrina ocorreu no dia 25 de Abril de 2004 e foi precedida por uma adequada preparação, para a qual foi constituído um secretariado. Na cerimónia, presidida por João Paulo II, com a Alexandrina foram beatificados mais seis veneráveis.
Em Balasar os acessos entupiram por completo: só autocarros, calcula-se que fossem lá para 700. A Roma, foram mais de 1000 pessoas.
O P.e Francisco foi também à cerimónia de Roma.
Alguns meses após a beatificação, como então já contava 77 anos, foi substituído pelo P.e José Granja na direcção da paróquia de Balasar, dedicando-se depois à colaboração com o novo pároco.
Em tempos o P.e Francisco Dias de Azevedo foi radioamador e coleccionador.

Imagens de cima para baixo:
1.      Primeira página do primeiro número do Boletim de Graças.
2.      Nota do P.e Francisco publicada no Boletim.
3.      O P.e Francisco intervém na sessão de encerramento do Processo Informativo Diocesano.
4.      Fragmento da primeira página d’O Notícias da Póvoa de Varzim, de 16/10/1996, que informa sobre a apresentação pública em Balasar do Decreto das Virtudes Heróicas da Alexandrina.
5.      Capa do Póvoa Semanário a noticiar a Beatificação.
6.      O P.e Francisco na Praça de S. Pedro com um grupo de peregrinos no dia da Beatificação. À sua esquerda, está D. Madalena, a miraculada.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Peregrinos pela Paz em Balasar

Veio hoje a Balasar um grupo americano de cerca de vinte Peregrinos pela Paz residentes na sua maior parte no estado da Virgínia. Depois da visita à Casa do Calvário, onde lhe dirigimos umas palavras, foram para a Igreja Paroquial; aí rezaram o Terço e visitaram o túmulo da Beata e depois a Capela da Santa Cruz.
A Prof.ª Maria Rita Scrimieri, que de momento está em Balasar, também falou aos peregrinos.
Terminada a manhã, foram almoçar, para seguirem depois para Fátima. Ontem tinham estado em Braga.
Na Casa do Calvário, há agora um painel com uma notícia biográfica em português e inglês sobre a Alexandrina.
Está a decorrer em Balasar a Semana Arquidiocesana do Doente. Cremos que a palestra do Dr. João Duque a ter lugar amanhã subordinada ao tema Dar a dor será um ponto alto da iniciativa.
Na mensagem publicada aqui no dia 20 de Janeiro substituímos o texto provisório pelo definitivo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Peregrinos pela Paz

Vem amanhã a Balasar um grupo de Peregrinos pela Paz, a quem esperamos dirigir algumas palavras sobre a Santa Cruz e a sua relação com a Beata Alexandrina.
Quem lá está também é a Prof.ª Maria Rita Scrimieri.

História de Balasar
Em 1860, faleceu em Lisboa um balasarense que foi comendador em S. Luís do Maranhão; chamava-se José Pedro dos Santos e nascera em 1804, no lugar da Igreja. Deve ter deixado um fortuna fabulosa.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Homenagem ao P.e Francisco Dias de Azevedo

O P.e Francisco Dias de Azevedo, que recentemente completou 84 anos e que tem estado hospitalizado, vai ser homenageado em Balasar no próximo sábado, segundo nos disseram. A homenagem contará com a presença do Sr. Arcebispo Primaz e terá a participação de alguns coros fundados por aquele antigo pároco de Balasar.
O P.e Francisco, como é conhecido, paroquiou esta freguesia por longuíssimo período, desde a saída do P.e Leopoldino, em 1956, até 2004, quando veio substituí-lo o P.e José Barbosa Granja. Foi em seu tempo que decorreu o Processo Informativo Diocesano, que foi publicado o Decreto das Virtudes Heróicas e que teve lugar a beatificação da Alexandrina. Foi também ele que promoveu a trasladação dos restos mortais da mesma Alexandrina do cemitério para a Igreja Paroquial, que remodelou esta igreja e promoveu a construção da actual residência.
O Processo Informativo Diocesano, a publicação do Decreto das Virtudes Heróicas,  a trasladação dos restos mortais da Alexandrina do cemitério para a Igreja Paroquial e a beatificação foram acontecimentos de suma importância e que num ou noutro caso aconteceram em meio de manifesta oposição.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A mais antiga notícia sobre a Santa Cruz de Balasar


A mais antiga notícia sobre a Santa Cruz de Balasar data de 6 de Agosto de 1832, isto é, mês e meio após a sua aparição, e encontra-se numa exposição dirigida pelo Pároco da freguesia à autoridade eclesiástica de Braga. Dividimo-la aqui em quatro partes:

Notícia do aparecimento

Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor
Dou parte a Vossa Excelência de um caso raro acontecido nesta freguesia de Santa Eulália de Balasar.
No dia de Corpo de Deus próximo pretérito, indo o povo da missa de manhã em um caminho que passa no monte Calvário, divisaram uma cruz descrita na terra: a terra que demonstrava esta cruz era de cor mais branca que a outra: e parecia que, tendo caído orvalho em toda a mais terra, naquele sítio que de­monstrava a forma da cruz não tinha caído orvalho algum.
Mandei eu varrer todo o pó e terra solta que estava naquele sítio; e continuou a aparecer como antes no mesmo sítio a forma da cruz. Mandei depois lan­çar água com abundância tanto na cruz como na mais terra em volta; e então a terra que demonstrava a forma da cruz apareceu de uma cor preta, que até ao presente tem conservado.
A haste desta cruz tem quinze palmos de comprido e a travessa oito; nos dias turvos divisa-se com clareza a forma da cruz em qualquer hora do dia e nos dias de sol claro vê-se muito bem a forma da cruz de manhã até as nove horas e de tarde quando o Sol declina mais para o ocidente, e no mais espaço do dia não é bem visível.

Reacção popular e milagres

Divulgada a notícia do aparecimento desta cruz, começou a concorrer o povo a vê-la e venerá-la; adornavam-na com flores e davam-lhe algumas esmolas; e dizem que algu­mas pessoas por meio dela têm implorado o auxílio de Deus nas suas necessidades e que têm alcançado o efeito desejado, bem como: sararem em poucos dias alguns animais doentes; acharem quase como por milagroso animais que julgavam perdidos ou roubados e até algumas pessoas terem obtido em poucos dias a saúde em algumas enfermidades que há muito padeciam. E uma mulher da freguesia da Apúlia, que tinha um dedo da mão aleijado, efeito de um penando que nela teve, tocando a Cruz com o dito dedo, repentinamente ficou sã, movendo e endireitando o dedo como os outros da mesma mão, cujo facto eu não presenciei, mas o atestam pessoas fidedignas que viram.
Enfim, é tão grande a devoção que o povo tem com a dita cruz que nos domingos e dias santos de guarda concorre povo de muito longe a vê-la e venerá-la, fazem romarias ora de pé ora de joelhos em volta dela e lhe deixam esmolas; e eu nomeei um homem fiel e virtuoso para guardar as esmolas.

Projecto de oratório

Querem agora alguns moradores desta freguesia com o dinheiro das esmolas se faça, no sítio onde está a cruz, como uma espécie de capela cujo tecto, coberto de tabuado, seja firmado em colunas de madeira e em volta cercado de grades também de madeira, para resguardo e decência da mesma cruz e, dentro e defronte da cruz descrita na terra, pôr e levan­tar outra cruz feita de madeira, bem pintada, com a Imagem de Jesus Crucificado pintada na mesma cruz.

Opinião do signatário

Eu não tenho querido anuir a isto sem dar a Vossa Excelência parte do acontecido e mesmo em fazer a sobredita obra sem licença de Vossa Excelência, per­suadido que nem eu nem os moradores da freguesia temos autoridade para dispor a nosso arbítrio do di­nheiro das esmolas, que por agora ainda é pouco e não chega para se fazer obra mais dispendiosa e decente à proporção do objecto.
Agora sirva-se Vossa Excelência determinar o que lhe parecer e o que eu devo praticar a este respeito.
Santa Eulália de Balasar, aos seis dias do mês de Agosto de mil oito centos trinta e dois.
De Vossa Excelência súbdito o mais reverente,
O Reitor António José de Azevedo.

Um mês antes de o reitor António José de Azevedo redigir a sua exposição, ocorrera o desembarque do Mindelo, precedido pela tentativa de desembarcar em Vila do Conde.
Antes do final do mesmo mês de Agosto, este reitor de Balasar desaparece da cena ou por morte ou por expulsão imposta pelos adeptos das ideias liberais.
A aparição da Santa Cruz de Balasar não é um acontecimento lendário ou envolto na névoa do diz-se ou conta-se.