domingo, 30 de outubro de 2011

Balasar, 1911


A pequena Alexandrina foi para a Póvoa de Varzim em 1911. Mas enquanto ela por lá assistia aos ataques desfechados pelos republicanos contra a Igreja, eles também aconteciam na sua Balasar. Foi nesse ano que a República nacionalizou as igrejas.
No arquivo municipal só existe o documento da nacionalização duma igreja - dum arrolamento dos bens paroquiais, como então se dizia - a de Terroso.
Mas o arrolamento dos bens paroquiais de Balasar provocaria um amargo de boca que não tinha igual: a igreja acabara de ser construída há um ano.
Veja-se como começa o arrolamento de Terroso; depois é só mudar os nomes para se imaginar o que foi o de Balasar.
Repare-se que o responsável do repugnante  latrocínio legal é o administrador do concelho, Santos Graça.
Para ver a imagem com mais nitidez, clique sobre ela.

sábado, 29 de outubro de 2011

Lançamento do DVD sobre São Thomas More

Mary's Dowry Productions

Este DVD  apresenta a vida de um dos mais famosos mártires ingleses – S. Thomas More,  num documentário com retratos fantasiados, imagens históricas, mapas, pinturas e cenário. Contada a partir própria perspectiva de Sir Thomas More, é uma viagem à recuada história dos Tudores e à vida fascinante deste grande inglês, desde os seus primeiros anos na casa do Cardeal Morton, através da sua amizade com o rei Henrique VIII, pela sua extensa obra contra as heresias, até aos seus últimos dias na Torre de Londres e à sua última caminhada para a Tower Hill. Encontramos nele ainda as grandes figuras da história Tudor, incluindo Erasmo, Ana Bolena, Calvino, Lutero e o Bispo John Fisher; é um documentário detalhado e original apresentado num estilo novo e interessante. Repleto de história e tocando nas profundezas da fé de S. Thomas More e o seu amor a Cristo, o DVD acompanha numa jornada simples, mas informativa, este corajoso chanceler da Inglaterra.

O DVD tem uma duração de 1 hora e 6 minutos e está disponível mundialmente em todos os formatos regionais.

Disponível através do nosso site neste link ou da Amazon UK ou Amazon COM.

Em Portugal, S. Tomás More é conhecido principalmente pela sua Utopia (esta obra data apenas de um ano antes da excelente obra de Gil Vicente Auto da Barca do Inferno).
Para nós que tanto temos estudado e escrito sobre figuras portuguesas da Igreja, muito agrada-nos que as Mary's Dowry Productions, em linguagem de filme, sigam caminho semelhante.
Foi por excepção e a pedido do Kevin Rowles que fizeram o DVD sobre a Beata Alexandrina.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Novo Sítio Oficial da Beata Alexandrina?


O que foi durante anos o Sítio Oficial da Beata Alexandrina é agora apenas o Sítio dos Amigos da Beata Alexandrina. Prestou, durante esses anos, um valioso contributo à causa e continuará com certeza a prestar.
Consta-nos que vai ser criado um novo Sítio Oficial. Oxalá cumpra cabalmente a sua função.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dia da Beata Alexandrina

No Céu estarei
como o pobre cego
à beira da estrada,
de mão estendida,
pedindo esmola.
Eu pedirei graças
para as espalhar
sobre a Terra.

Beata Alexandrina

domingo, 9 de outubro de 2011

“Vencedora de todas as batalhas de Deus”


Na consagração do mundo ao imaculado Coração de Maria de 31/10/1942, SS Pio XII declarou Nossa Senhora, quase no princípio da oração que Lhe dirigiu, “Vencedora de todas as batalhas de Deus”. Esta expressão remete com certeza de algum modo para a Batalha de Lepanto, a que vimos há pouco uma referência aqui.
É em Nossa Senhora, "auxílio dos cristãos", que neste difícil momento a Igreja tem de procurar forças para a vitória.

 
Fórmula da Consagração de 1942

Rainha do Santíssimo Rosário,
auxílio dos cristãos, refúgio do género humano, vence­dora de todas as grandes batalhas de Deus!
ao vosso trono súplices nos prostramos,
se­guros de conseguir misericórdia e de encon­trar graça e auxílio oportuno nas presentes calamidades,
não pelos nossos méritos, de que não presumimos, mas unicamente pela imensa bondade do vosso Coração materno.
A Vós, ao vosso Coração Imaculado,
Nós como Pai comum da grande família cristã,
como vigário d’Aquele a quem foi dado todo o poder no céu e na terra
e de quem recebemos a solicitude de quantas almas remidas com o Seu sangue povoam o mundo universo,
a Vós, ao Vosso Coração Imaculado,
nesta hora trágica da história humana,
confiamos, entregamos, consagramos não só a Santa Igreja,
corpo místico do vosso Jesus,
que pena e sofre em tantas partes e por tantos modos atribulada,
mas também todo o mundo dilacerado por exiciais discórdias,
abrasado em incêndios de ódio, vítima de suas próprias iniquidades.
Comovam-Vos tantas ruínas materiais e morais;
tantas dores, tantas agonias dos pais, das mães, dos esposos, dos irmãos, das criancinhas inocentes;
tantas vidas ceifadas em flor;
tantos corpos despedaçados numa hor­renda carnificina;
tantas almas torturadas e agonizantes, tantas em perigo de se perderem eternamente!
Vós, Mãe de misericórdia, impetrai-nos de Deus a paz!
e primeiro as graças que podem num momento converter os humanos corações,
as graças que preparam, conciliam, assegu­ram a paz!
Rainha da paz, rogai por nós e dai ao mundo em guerra a paz por que os povos suspiram,
a paz na verdade, na justiça, na caridade de Cristo.
Dai-lhe a paz das armas e das almas,
para que na tranquilidade da ordem se dilate o Reino de Deus.
Estendei a vossa protecção aos infiéis e a quantos jazem ainda nas sombras da morte;
dai-lhes a paz e fazei que lhes raie o Sol da verdade, e possam connosco, diante do único Salvador do mundo, repetir:
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!
Aos povos pelo erro ou pela discórdia se­parados, nomeadamente àqueles que Vos pro­fessam singular devoção,
onde não havia casa que não ostentasse a vossa veneranda ícone (hoje talvez escondida e reservada para me­lhores dias),
dai-lhes a paz e reconduzi-os ao único redil de Cristo, sob o único e verdadeiro Pastor.
Obtende paz e liberdade completa à Igreja Santa de Deus;
sustai o dilúvio inundante de neo-paganismo, todo matéria;
e fomentai nos fiéis o amor da pureza, a prática da vida cristã e o zelo apostólico,
para que o povo dos que servem a Deus, aumente em mérito e em número.
Enfim, como ao Coração do vosso Jesus fo­ram consagrados a Igreja e todo o género hu­mano,
para que, colocando n’Ele todas as suas esperanças, lhes fosse sinal e penhor de vi­tória e salvação,
assim desde hoje vos sejam perpetuamente consagrados também a Vós e ao vosso Cora­ção Imaculado, ó Mãe nossa, Rainha do Mun­do:
para que o vosso amor e patrocínio apresse o triunfo do Reino de Deus,
e todas as gera­ções humanas, pacificadas entre si e com Deus,
a Vós proclamem bem-aventurada e convosco entoem,
de um pólo ao outro da ter­ra,
o eterno Magnificat de glória, amor, re­conhecimento ao Coração de Jesus,
onde só podem encontrar a Verdade, a Vida e a Paz.
Veja aqui a curiosa relação que se pode estabelecer entre Os Lusíadas e a Batalha de Lepanto.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria (1)


A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, em 1942, foi um acontecimento de alcance universal. O que sabemos sobre ela, temo-lo em linha aqui. Mas há um pormenor que não está suficientemente esclarecido.
Ela ocorreu nos 25 anos das Aparições de Fátima, no seu Jubileu, e num momento dificílimo para o mundo em guerra. De acordo com a imprensa do tempo, a Igreja e o País sentiam-se muito honrados por o Papa se propor falar a propósito dum facto que era, na origem, nacional. Mas as expectativas ficavam por aqui: ninguém imaginava que ia ser feita a proclamação da Consagração.
Consequentemente, proclamada ela, porque não a esperavam, as pessoas não a notaram. É assim que está nos dois diários de circulação nacional que consultámos e mesmo no Diário do Minho. (continua)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Saiu um novo número do Boletim de Graças

Saiu um novo número do Boletim de Graças.
Recentemente a Maria Rita Scrimieri interveio num congresso na Polónia e falou, frente a um numeroso auditório, da Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, em 1942, pedida pela Beata Alexandrina.