sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ó Virgem da Assunção, ó Mãezinha imaculada!

O estudo da Santa Missão de 1950 em Balasar - que se prolongou de 29 de Outubro, dia de Cristo-Rei, até 13 de Novembro, dia relacionado com as aparições de Fátima - está-se a revelar muito interessante. O correspondente local para o semanário poveiro Idea Nova deu notícias pormenorizadas do evento, a Beata Alexandrina menciona-a em vários colóquios e até canta a Virgem da Assunção, no Diário Autógrafo, num texto seu com acento poético, que colocámos a seguir. Quando tivermos concluído o nosso trabalho, cuidaremos de o colocar em linha.

“Honra e glória ao Senhor nos altos Céus!
Chegou enfim o dia da minha alegria e o de todos os que são verdadeiramente devotos da querida Mãezinha.
Ó Virgem da Assunção, ó Mãezinha imaculada, mais que os Anjos pura e bela!
Criou-Vos Deus tão pura, tão pura como a sua mesma pureza… Criou-Vos para serdes a Sua Mãe.
Oh, como és bela e imaculada! Em Ti não há mancha de pecado.
Ó Céus, falai de mim, por mim aclamai a Mãe do Senhor e Mãe nossa, a Rainha dos Céus e da Terra!
Ó Mãezinha, sou tua, faz-me pura”.

Diário Autógrafo, 31 de Outubro de 1950

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Beata Alexandrina e a proclamação do dogma da Assunção

A Santa Missão que decorreu em Balasar em Novembro de 1950 destinava-se a celebrar a proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora e foi pregada pelos Missionários do Espírito Santo. Esperamos elaborar um trabalho de alguma extensão sobre o tema.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Santa Missão

Se o leitor conhece a biografia da Beata Alexandrina com algum pormenor, então estude esta cruz que assinala uma Santa Missão em Balasar, no começo de Novembro de 1950. Só reparámos hoje nela.
Já nos Sentimentos da Alma do dia 3, a Alexandrina alude a esta missão:

"Está a decorrer a santa missão. Só com os olhos em Jesus e nas almas, só pela slavação destas e glória o Senhor, eu fiz tudo para conseguir esta graça para a freguesia".

Volta a ela no dia 16:

"Nos dias da nossa santa missão sacrifiquei-me muito, recebi muitos espinhos, muito sofri por Jesus e em favor das nossas almas.
Tudo morreu sem que eu lhe sentisse um pequenino sopro de vida.
Na festa em honra do dogma da querida Mãezinha, quis associar-me a ela. Ouvi as aclamações que na Igreja se faziam. Em união com os assitentes também eu Lhe dei os meus vivas e queria acenar-Lhe com o meu lencinho branco. Não pude: rompi em lágrimas. Pedi ao Céu, pedi às avezinhas da terra e a todos os seres que A glorificassem por mim".

Agora o que escreveu no dia 17:
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“Morreu todo o bem que eu fiz; morreram todas as alegrias do fruto da nossa missão. Sinto como se para mim nada aproveitasse. Não me converti, não me aproximei mais de Jesus, sinto até que não posso mais encontrá-Lo”.

Esta missão deve-se ter prolongado por quinze dias. A Beata ouviria as pregações através do altofalante.
É provável que o artista da cruz tenha recebido sugestões do sofrimento da mesma Alexandrina.

domingo, 10 de abril de 2011

Quando foi crismada a Beata Alexandrina?


Como foi crismada ao tempo em que estudava na Póvoa, como o bispo que a crismou foi D. António Barbosa Leão, então Bispo do Algarve, como este foi desterrado da sua diocese em 6 de Janeiro de 1912, a Alexandrina foi certamente crismada no dia do Pentecostes desse ano. Em Vila do Conde, como ela mesma escreveu.
A Primeira Comunhão, recebeu-a com certeza no ano anterior, pelo Corpo de Deus.
Imagens:
D. António Barbosa Leão.
Anjo S. Gabriel no altar-mor da Matriz de Vila do Conde (c.1750).

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Do P.e Marino Pinho a S. Cláudio de la Colombière


Se Santa Margarida Alacoque é a santa do Coração de Jesus, ao menos em parte a Beata Alexandrina é a santa do Imaculado Coração de Maria.
Se S. Cláudio foi o director espiritual de Santa Margarida – e previamente foi profetizado que seria santo – o P.e Mariano Pinho foi o director espiritual da Beata Alexandrina – e foi profetizado que ele subiria às honras dos altares.
Quem conhece a vida e a obra da Beata Alexandrina sabe que o P.e Mariano Pinho é indissociável dela. Por isso também falamos dele e talvez devêssemos falar mais. Mas não é fácil, pois está muita coisa por estudar.
Já colocámos, na respectiva página, mais informação sobre o P.e Pinho. Digamos que é uma actualização de parte do que está no site que lhe é dedicado. Veja aqui
Do P.e Mariano Pinho existem em linha três obras completas: Uma Vítima da Eucaristia, No Calvário de Balasar e O Coração Imaculado de Maria à Luz de Fátima.

domingo, 3 de abril de 2011

O P.e Mariano Pinho em imagens


O P.e Mariano Pinho, o primeiro director da Beata Alexandrina, tem recebido menos atenção do a que lhe é devida. Criámos agora uma página para ele com o título que acima usámos: O P.e Mariano Pinho em imagens. Para ela remetemos o leitor durante algum tempo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Basílica do Sagrado Coração de Jesus e a Beata Alexandrina


Enviámos para um jornal um pequeno trabalho com o título acima. É uma síntese certamente incompleta do que haveria a dizer sobre este tema.

A Beata Alexandrina conheceu provavelmente a Basílica do Sameiro, aquando do Congresso Eucarístico Nacional de 1924 – se é que, tão debilitada como já estava, subiu então àquele monte. Afora essa, não deve ter conhecido mais nenhuma.
A do Sagrado Coração de Jesus tinha as obras suspensas e confiscadas pelos republicanos, quando ela para cá veio, em pequena, há 100 anos; tê-las-á visto de novo já jovem. Não se tinha construído mais nada, mas a capela-mor, já utilizável, estava agora aberta ao culto.
À pequena e à jovem Alexandrina, as obras paradas e a parte construída do edifício nas mãos dos inimigos da Igreja não poderiam senão parecer muito mal. Aliás tratava-se duma obra que se pretendia de grande impacto regional ou até nacional.
As obras tinham começado em 1890 e só iriam estar concluídas cerca de 1950. A continuação dos trabalhos iria recomeçar mais de dez anos após a passagem do P.e Mariano Pinho pela Póvoa. Muito do esforço financeiro levado a acabo para custear a construção decorreu em tempo em que a Alexandrina, adulta, estava acamada. Terá ela dado algum contributo para ele? Quase de certeza, mas não conhecemos documento que o comprove.

Os Dois Corações nas revelações feitas à Beata Alexandrina


Seria interessante verificar em que medida a progressão das obras da Basílica acompanha ou não as revelações feitas à Beata de Balasar sobre os Dois Corações, o Imaculado Coração de Maria e o Sagrado Coração de Jesus. Como não nos achamos habilitados para estudar este caso, limitamo-nos a fazer algumas observações.
É sabido que desde muito cedo se detecta a influência na Alexandrina das revelações feitas a S. Margarida Maria Alacoque; depois do célebre lema amar, sofrer, reparar, no primeiro pedido da consagração do mundo ao Imaculado Coração, o nome desta santa surge explicitamente. Estava-se em 1935, ano em que se começa a pensar seriamente em relançar as obras da Basílica.
Nove anos à frente, estão já as obras a andar. Ora é em Dezembro desse ano que Jesus se dirige assim à Beata Alexandrina:

Minha filha, jardim celeste de flores divinas, prado mimoso que apascentas os pecadores. Apascenta-los de graça, pureza e amor; guarda-os, guia-os, pastorinha divina, pastorinha escolhida por Jesus. Purifica-os, purifica-os para Mim; guia-os, encaminha-os ao meu divino Coração.

Dez anos mais adiante, quando a obra está pronta, veja-se o que a Alexandrina ditou:

Era o Coração Divino de Jesus. Enquanto Ele assim falou, estava ao seu e ao meu lado o Coração Imaculado de Maria, que me cobria de carícias.
Dos dois Corações terníssimos, mas coroados de espinhos, saíam raios luminosos que iam ao encontro uns dos outros, faiscando como nuvens que se chocam. Pelo meio saía o rosário e parecia passar pelo centro dos Corações.
O meu coração compartilhou de tudo isto.
Ó Mãezinha, que quer dizer o rosário nos vossos Corações?
Falou-me a Mãezinha, beijando-me e pegando-me ela na mão:
- Fala dele, minha filha. Jesus te pediu e eu te peço também. Pedimos-te o rosário, pedimos-te a Eucaristia, amores dos nossos Corações.
No mesmo ano, já pedira Jesus:

Por ti quero que este amor seja incendiado em toda a humanidade, assim como por ti foi con­sagrado o mundo à minha Bendita Mãe.
Faz, esposa querida, que se espalhe no mundo todo o amor dos Nossos Corações.

Não se deve esquecer que, antes de se retomarem as obras da Basílica, houve a construção do Colégio do Sagrado Coração de Jesus. A Póvoa fez então um investimento gigantesco para promover esta devoção.
Em 1945, foram a própria vila da Póvoa e o seu concelho consagrados ao Sagrado Coração de Jesus.
No quarto da casa da Alexandrina falam-nos deste certa imagem de S. Teresinha (a quem foi pedido, com grande êxito, protecção para as obras quer do Colégio quer da Basílica), as próprias estátua do Sagrado Coração e até a de S. João de Brito, provavelmente relacionada com a grande celebração promovida na Basílica aquando da canonização deste santo.

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Ilustrações, de cima para baixo:

Monumental imagem do Sagado Coração de Jesus sobre o zimbório da Basílica.
Representação do Sagrado Coração de Jesus no frontão da mesma igreja.
Painel da aparição de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, na fachada.
Fachada do Colégio do Sagrado Coração de Jesus na Póvoa de Varzim.