sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A Aparição da Santa Cruz, a Capela


Leopoldino Mateus

Junto ao adro da igreja paroquial de Balasar existe uma capela dedicada à Santa Cruz. Esta capela, levantada há mais de um século, em memória de um acontecimento extraordinário, sin­gular, dado em 1832, foi em tempo muito frequentada pelo povo crente, especialmente pela classe piscatória da Póvoa, que deixou gravadas algumas «marcas» na porta da mesma.
Esse facto extraordinário da aparição de uma cruz na terra é desenvolvidamente narrado no processo em que se contém a «Carta de Sentença Cível de Património da Capela da Santa Cruz de Jesus Cristo colocada na freguesia de Santa Eulália de Balasar», dada pelo Doutor António Pires de Azevedo Loureiro, Desembargador Provisor e, por ausência do Governador e Vigário Capitular, sede vacante, encarregado interinamente do governo temporal e espiritual do Arcebispado de Braga, a pedido e reque­rimento de Custódio José da Costa e outros devotos, cuja petição era do teor seguinte:

Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor
Diz Custódio José da Costa e outros mais devo­tos da freguesia de Santa Eulália de Balasar do termo de Barcelos deste Arcebispado Primaz que são devo­tos da Santa Cruz de Jesus Cristo que, para avivar a fé amortecida no coração de alguns cristãos, se dignou aparecer nesta mesma freguesia; fizeram contrair [sic] uma espécie de oratório para veneração daquele milagre, precedendo a licença junta; acontece porém ser muita a influência de devotos que ali concorrem agra­decidos aos milagres que a misericórdia divina se digna obrar por intercessão daquela maravilhosa aparição; seria de muito serviço de Deus construir ali uma capela com altar onde se pudesse oferecer o sacrifício incruento do Nosso Salvador para satisfação das Mis­sas que os mesmos devotos ofertam; e por isso pede a Vossa Excelência Reverendíssima haja por bem conceder-lhe a licença pedida, e receberá mercê.

A esta petição, dirigida ao Vigário Capitular, deu o Desembargador-Promotor o seguinte parecer, datado de 5 de Julho de 1834:

Antes de deferir a pretendida licença, convém que o Reverendo Pároco de Gondifelos ou outro vizinho informe sobre a necessidade da capela que se pretende edificar e a quantidade das esmolas que se juntam e se com elas se poderá no futuro constituir um fundo para a sua conservação, ouvindo por escrito o Reverendo Pároco próprio, para se saber se com ele se prejudica­rão os seus direitos e servirá de embaraço para o povo deixar de concorrer à Igreja Paroquial.

Em face do parecer, o Vigário Capitular proferiu esta porta­ria, datada de 22 de Julho de 1834:

Autuada na Câmara; passe ordem de informe ao Reverendo Pároco em cujo distrito se pretende for­mar oratório ou construir capela, assim como aos Reverendos Párocos circunvizinhos com a resposta do Reverendo Desembargador-Promotor.

Junto à mencionada petição se via e mostrava uma represen­tação do Pároco de Balasar ao Vigário Capitular que então ser­via, datada de 6 de Agosto de 1832, cujo teor, de verbo ad verbum, era o seguinte:

Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor
Dou parte a Vossa Excelência de um caso raro acontecido nesta freguesia de Santa Eulália de Balasar.
No dia de Corpo de Deus próximo pretérito, indo o povo da missa de manhã em um caminho que passa no monte Calvário, divisaram uma cruz descrita na terra: a terra que demonstrava esta cruz era de cor mais branca que a outra: e parecia que, tendo caído orvalho em toda a mais terra, naquele sítio que de­monstrava a forma da cruz não tinha caído orvalho algum.
Mandei eu varrer todo o pó e terra solta que estava naquele sítio; e continuou a aparecer como antes no mesmo sítio a forma da cruz. Mandei depois lan­çar água com abundância tanto na cruz como na mais terra em volta; e então a terra que demonstrava a forma da cruz apareceu de uma cor preta, que até ao presente tem conservado.
A haste desta cruz tem quinze palmos de comprido e a travessa oito; nos dias turvos divisa-se com clareza a forma da cruz em qualquer hora do dia e nos dias de sol claro vê-se muito bem a forma da cruz de manhã até as nove horas e de tarde quando o Sol declina mais para o ocidente, e no mais espaço do dia não é bem visível.
Divulgada a notícia do aparecimento desta cruz, começou a concorrer o povo a vê-la e venerá-la; adornavam-na com flores e davam-lhe algumas esmolas; e dizem que algu­mas pessoas por meio dela têm implorado o auxílio de Deus nas suas necessidades e que têm alcançado o efeito desejado, bem como: sararem em poucos dias alguns animais doentes; acharem quase como por milagroso animais que julgavam perdidos ou roubados e até algumas pessoas terem obtido em poucos dias a saúde em algumas enfermidades que há muito padeciam. E uma mulher da freguesia da Apúlia, que tinha um dedo da mão aleijado, efeito de um penando que nela teve, tocando a Cruz com o dito dedo, repentinamente ficou sã, movendo e endireitando o dedo como os outros da mesma mão, cujo facto eu não presenciei, mas o atestam pessoas fidedignas que viram.
Enfim, é tão grande a devoção que o povo tem com a dita cruz que nos domingos e dias santos de guarda concorre povo de muito longe a vê-la e venerá-la, fazem romarias ora de pé ora de joelhos em volta dela e lhe deixam esmolas; e eu nomeei um homem fiel e virtuoso para guardar as esmolas.
Querem agora alguns moradores desta freguesia com o dinheiro das esmolas se faça, no sítio onde está a cruz, como uma espécie de capela cujo tecto, coberto de tabuado, seja firmado em colunas de madeira e em volta cercado de grades também de madeira, para resguardo e decência da mesma cruz e, dentro e defronte da cruz descrita na terra, pôr e levan­tar outra cruz feita de madeira, bem pintada com a Imagem de Jesus Crucificado pintada, na mesma cruz.
Eu não tenho querido anuir a isto sem dar a Vossa Excelência parte do acontecido e mesmo em fazer a sobredita obra sem licença de Vossa Excelência, per­suadido que nem eu nem os moradores da freguesia temos autoridade para dispor a nosso arbítrio do di­nheiro das esmolas, que por agora ainda é pouco e não chega para se fazer obra mais dispendiosa e decente à proporção do objecto.
Agora sirva-se Vossa Excelência determinar o que lhe parecer e o que eu devo praticar a este respeito.
Santa Eulália de Balasar, aos seis dias do mês de Agosto de mil oito centos trinta e dois.
De Vossa Excelência súbdito o mais reverente – o Reitor António José de Azevedo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cem anos


Faz este mês cem anos que a pequena Alexandrina foi frequentar a escola primária para a Póvoa de Varzim. Uma experiência custosa pelo desenraizamento familiar e rural, mas também pelo ambiente difícil que os primeiros meses da República faziam viver a vila.
O número de países donde vieram em Dezembro as visitas ao Sítio Oficial cifrou-se em 119, número nunca antes atingido.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Há mais de um século que mostrei a cruz a esta terra amada



Na história da Santa Cruz de Balasar misturam-se o muito humilde e o muito original e surpreendente. A aparição, a princípio, não aparentou ser fenómeno de grande alcance, mas revelou-se intrigante e as pessoas deram-se disso bem conta e por isso dedicaram-lhe justificada veneração.
Depois da relação que Jesus estabeleceu entre a Cruz aparecida em Balasar em 1832 e a Beata Alexandrina, tudo quanto lhe diz respeito ganhou uma importância nova, enorme.
No colóquio de 5 de Dezembro de 1947, Jesus falou assim à Beata do Calvário:

És a minha vítima a quem confiei a mais alta missão. E como prova disso atende bem ao que te digo para bem o saberes dizer.
Quase um século era passado que eu mandei a esta privilegiada freguesia a cruz para sinal da tua crucifixão. Não a mandei de rosas, porque a não tinha, eram só espinhos; nem de oiro, porque esse, com pedras preciosas, serias tu com as tuas virtudes, com o teu heroísmo a adorná-la. A cruz foi de terra, porque a mesma terra a preparou.
Estava preparada a cruz; faltava a vítima, mas já nos planos divinos estava escolhida; foste tu.
O mal aumentou, a onda dos crimes atingiu o seu auge, tinha que ser a vítima imolada; vieste, foi o mundo a sacrificar-te.
E agora partes para o céu e a cruz fica até ao fim do mundo, como ficou também a minha.
Foi a maldade humana a preparar-Me a minha, e a mesma maldade humana preparou a tua.
Oh, como são admiráveis os desígnios do Senhor! Como são grandes e admiráveis! Que encantos eles têm!

Oito anos à frente, em 21 de Janeiro de 1955, insistiu:

Há mais de um século que mostrei a cruz a esta terra amada, cruz que veio esperar a vítima. Tudo são provas de amor!
Oh, Balasar, se me não correspondes!...
Cruz de terra para a vítima que do nada foi tirada, vítima escolhida por Deus e que sempre existiu nos olhares de Deus!
Vítima do mundo, mas tão enriquecida das riquezas celestes que ao Céu dá tudo e por amor às almas aceita tudo!
Confia, crê, minha filha! Eu estou aqui. Repete o teu «creio». Confia!

Ao longo do tempo houve três nomes que se destacaram como fundamentais para a história da devoção à Santa Cruz.
O primeiro foi o de Custódio José da Costa, balasarense que se assumiu como guardião da Cruz aparecida, a quem se deve a construção da capela e a erecção da confraria, que pela nova devoção gastou muito tempo e muito dinheiro e foi alvo de incompreensões.
O segundo foi o P.e Leopoldino Mateus, que tentou, a seguir à data do primeiro centenário da aparição, reavivar a devoção antiga, que promoveu o restauro do ex-voto de Custódio José da Costa e que por fim publicou sobre o tema um grande artigo no Boletim Cultural Póvoa de Varzim.
Mas há ainda o nome da Beata Alexandrina. Era para ela que a Cruz apontava, como Jesus esclareceu.
Curioso é constatar que em 1944, pouco antes portanto das primeiras palavras de Jesus sobre a Santa Cruz, tinha o retrato de Custódio José da Costa sido submetido a um restauro, sem dúvida da iniciativa do P.e Leopoldino. Se ele não conseguira repor a devoção antiga, ao menos não deixara que ela de todo se esquecesse.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os reitores de Balasar entre 1822 e 1860



De Novembro de 1823 a fins de Agosto de 1832, paroquiou Balasar o reitor António José de Azevedo.
Foi o pároco do tempo da renovação do Tombo da Comenda de Balasar (quase até ao fim) e da aparição da Santa Cruz.
A data do fim da sua actividade é um pouco suspeita. Terá ele sido vítima de expulsão logo após o desembarque do Mindelo?
De acordo com o P.e Silos, ao reitor António José de Azevedo sucedeu Manuel José Gonçalves da Silva. Mas este muito jovem padre, apesar de provido para reitor da freguesia, não deve ter chegado a tomar conta do lugar senão muito mais tarde, “por motivo ter sido mercê no tempo da usurpação” e talvez devido a ser mestre de Moral, em Braga. Se calhar também pertenceu ao batalhão eclesiástico… De facto, não se conhece nenhum registo paroquial com a sua assinatura antes de 1841.
Como em 1845 tinha 37 anos e fora provido para Balasar em 1833, teria nesta data 22.
A partir de 1841, ocupará o cargo até 1860, aos 52 anos.
De fins de 1832 até à vinda do reitor Manuel José Gonçalves da Silva, paroquiou Balasar o P.e Domingos José de Abreu. Nunca assinou como reitor, reconhecendo porventura que a sua situação não era definitiva na paróquia. Durante o breve período que medeia entre a morte de Domingos José de Azevedo e a chegada dele, assegurou o serviço o cura António José da Silva, como encomendado.
Domingos José de Abreu é o pároco do tempo das obras da actual capela da Santa Cruz e do começo da Junta de Paróquia. Lidou muito perto com Custódio José da Costa.
Em 1845, o P.e Domingos José de Abreu paroquiava Rio Mau.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O contexto político-religioso da aparição da Santa Cruz e do desenvolvimento da nova devoção


As décadas de 20 e 30 do nosso séc. XIX foram marcadas por conflitos políticos que tiveram as mais variadas implicações religiosas.
Em Balasar, em Junho de 1832, era pároco António José de Azevedo. Foi em seu tempo que ocorreu a aparição. Logo adiante, ele desaparece da cena. Como? Porquê? Não sabemos; talvez tenha falecido.
O novo reitor de Balsar será colocado em 1833 e chamava-se Manuel José Gonçalves da Silva. Em 1834 porém expulsaram-no, só regressando sete anos mais tarde. Durante eles, o lugar foi ocupado por Domingos José de Abreu.
Porque foi expulso o reitor de Balasar? Por ser “cismático-miguelino”, diz o P.e Domingos da Soledade Silos. Mas isso, traduzido em linguagem comum, significa, por um lado, que ele simpatizava com D. Miguel e, por outro, que não simpatizava com D. Pedro e os liberais, preferindo a obediência às autoridades religiosas legítimas à dos intrusos, que então tinham sido colocados à frente da diocese. Isto é, ele era “cismático” segundo o P.e Silos… por não ser cismático, como o mesmo P.e Silos.
O P.e Manuel José Gonçalves da Silva sofreu então o vexame de estar expulso da sua paróquia durante sete anos por se ter colocado do lado certo.
E que se sabe do P.e Domingos José de Abreu? Terá sido ele um oportunista ou um liberal convicto? O mesmo P.e Silos dirá dele que tinha a sua política do catavento: “a sua conduta moral e civil [em 1845] é boa ou menos má, e a política é de catavento”. Talvez seja mais uma apreciação injusta, mas deve ter alguma coisa de verdade: algum oportunismo.
Durante os anos da ausência do reitor Manuel José Gonçalves da Silva, aconteceu muita coisa em Balasar, relacionada com a nova devoção à Santa Cruz. O P.e Leopoldino Mateus dá-nos conta disso no importante artigo que publicou no Boletim Cultural Póvoa de Varzim em 1959.
Que fontes utiliza este antigo pároco de Balsar?
A “Carta de Sentença Cível de Património da Capela da Santa Cruz de Jesus Cristo colocada na freguesia de Santa Eulália de Balasar”, os “Estatutos da Confraria do Senhor da Cruz”, com as anotações de Custódio José da Costa, e as actas da Junta de Paróquia.
E conta alguma coisa sobre esta mudança de párocos? Não. Provavelmente, saberia até pouco sobre a história do dificílimo período que Portugal então viveu.
Como podemos conhecer o que então se passou? Para um conhecimento genérico, há que recorrer a uma boa história do país (costuma-se citar com alguma frequência a História Concisa de Portugal, de Hermano José Saraiva) e a uma história da Igreja (a mais conhecida é a História da Igreja em Portugal, de Fortunato de Almeida). O Mons. José Augusto Ferreira, que foi pároco de Vila do Conde, escreveu uns Fastos Episcopais da Igreja Primacial de Braga, em três volumes, que também convém consultar.
Para avançar num sentido mais local e preciso, é indispensável ler, embora com todas as reservas, os Inquéritos Paroquiais feitos pelo arcipreste P.e Silos, em 1845. Os do concelho de Vila do Conde existem publicados em livro, os da Póvoa de Varzim foram publicados no Boletim Cultural Póvoa de Varzim. Nos dois casos a publicação foi promovida pelo P.e Franquelim Neiva Soares.
A partir daqui, haverá que recorrer aos livros paroquiais, como os registos, que actualmente, em parte estão em linha, aos livros das visitações (não se conservam, os de Balsar), às actas da Junta de Paróquia (embora o P.e Leopoldino as cite, hoje desconhece-se o seu paradeiro, tendo-se porventura perdido definitivamente). Para Balasar, há ainda o Tombo da Comenda, que é dos anos de 1830-33.

Nota - Nós estudámos a história deste período das lutas liberais relativa à nossa terra natal, que era sede dum pequeno concelho e fica a uns 12 km de Balasar, hoje Barcelos. Lá, dispusemos das actas da Câmara, das da Junta de Paróquia (a partir de 1838) e dos Livros das Visitações. Um dossiê bastante completo. O concelho era constituído por duas paróquias e os seus párocos seguiram caminhos opostos, o da nossa terra manteve-se fiel às autoridades legítimas da diocese e o outro foi um liberal assanhado, que chegou a ser preso ao tempo em que D. Miguel se assumiu como rei. Em 1834, o da nossa terá foi expulso e a freguesia anexada à sua vizinha. Em 1838, o tal pároco liberal foi assassinado e a legalidade foi então reposta na nossa terra.
O conhecimento mais pormenorizado deste período da história de Portugal ajuda, por exemplo, um professor de Português, como nós somos, a ter uma atitude mais rigorosa face a obras literárias como Viagens na Minha Terra, Os Maias ou Felizmente Há Luar! Esta última, em particular, justifica uma perspectiva muito crítica.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Assento de baptismo de Custódio José da Costa

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O fundador da capela do Senhor da Cruz de Balasar, Custódio José da Costa, afirma que nasceu em 1788. Procurando nos registos paroquiais desse ano, só encontrámos um assento de baptismo dum Custódio, pelo que é necessariamente o seu.  
Pelos vistos era natural de Gresufes, como a Beata Alexandrina. Mas mais, testemunhou o acto um homem que com muitas probabilidades era antepassado da mesma Alexandrina, de nome António Domingos Vicente da Costa. De facto a casa paterna da Alexandrina era a dos Vicentes; ela mesma era conhecida também como Alexandrina Vicente. E a testemunha também é Costa como ela.
O nome Custódio era então muito popular (em honra do Anjo da Guarda ou Anjo Custódio), como o próprio assento testemunha.

Custódio, filho legítimo de Custódio da Costa Reis e de sua mulher Rosa Francisca, da aldeia de Gresufes desta freguesia de Santa Eulália de Balsar, neto pela parte paterna de Manuel da Costa Reis e de sua mulher Custódia Francisca, da mesma aldeia de Gresufes, e pela parte materna neto de Manuel Gonçalves e de sua mulher Maria Francisca, da freguesia de S. Miguel de Arcos, nasceu aos 16 dias do mês de Março do ano de 1788 e foi baptizado por mim, António da Silva e Sousa, reitor desta freguesia aos 19 dias do mesmo mês e ano. Foram seus padrinhos Custódio, solteiro, filho de Custódio da Costa, de Vila Pouca, e Ana, solteira, filha de Manuel Gonçalves, da freguesia de S. Miguel de Arcos, estando presentes testemunhas António Domingues Vicente da Costa, ambos de Gresufes, e Custódio, solteiro, seu padrinho. E por assim [ser] verdade, fiz este ermo, que assino. Era ut supra.
O Reitor António de Sousa e Silva
António Domingos Vicente da Costa
Custódio, solteiro

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Santa Cruz de Balasar

Continuamos a estudar a história da Santa Cruz. Hoje fizemos uma consulta ao volume terceiro da História da Igreja em Portugal, de Fortunato de Almeida, sobre o período que vai do desembarque do Mindelo até aos anos quarenta e tantos, durante os quais os liberais impuseram ao país um corte cismático com Roma. São páginas importantes para se perceber o contexto em que decorreram em Balasar os primeiros anos da nova devoção.