Acompanhe as novidades que, quase dia a dia, nos vão chegando sobre esta surpreendente mística do nosso tempo, "luz e farol do mundo", como Jesus lhe chamou.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Duas notícias de Balasar
No dia 23, Balasar homenageou Lino Araújo, o presidente da Junta de Freguesia que faleceu há um ano e que foi sempre muito estimado pelos balasarenses. Puseram-lhe um busto de bronze frente à sede da junta.
No dia 18, foi apresentada ao público uma nova edição do romance de Gomes de Amorim As Duas Fiandeiras. Vários capítulos da narrativa contam a romaria da Santa Cruz de Balasar do ano de 1845. É um documento importante.
As Duas Fiandeiras são a história de duas jovens poveiras, mas, de acordo com o subtítulo “romance de costumes populares”, fornecem muita informação sobre usos e costumes minhotos do tempo. Na romaria de Balasar sobressaem o vastíssimo arraial da romaria, o namoro rimado (os jovens namoravam em verso) e o final da festa em pancadaria.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Glória a Deus nas alturas! Paz na terra aos homens de boa vontade!
S. Lucas tem no Novo Testamento um lugar bem especial. Autor do terceiro evangelho, redigiu também os Actos dos Apóstolos. E nisso foi único. Ora este segundo livro, que nos mostra a igreja nascente a dar os primeiros passos sob a condução do Espírito Santo, é da maior importância. É por exemplo ele que nos deixa entrever o contexto das comunidades a quem S. Paulo e outros dirigem as suas cartas ou até um pouco ainda do contexto em que surgiu o Apocalipse.
Segundo S. Lucas, no momento do nascimento de Jesus, em Belém, os anjos cantam: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!” Mas isso passa-se num ambiente social preciso, pastoril, onde há um presépio, que é uma manjedoura. Ora os pastores eram gente pouco regular nos actos religiosos das sinagogas e por isso gente malvista. Mas como poderiam ser regulares a esses actos se eles vagueavam pelas terras áridas da Judeia à procura de pastos? Contudo a palavra dos anjos valoriza a boa vontade deles.
Cada evangelista tem traços próprios e uma perspectiva teológica sua. Coisa semelhante acontece, por exemplo, com os papas, com os bispos, com os párocos, etc. Vamos tentar penetrar um pouquinho na de S. Lucas.
Se o presépio nos fala da vinda do Salvador, a cruz fala-nos da conclusão, do remate da sua obra. E como vemos Jesus nesse momento?
Entre dois ladrões ou malfeitores, condenados pela justiça humana.
Apetece dizer: Glória a Deus que se digna estar ao lado dos pecadores! Desde o princípio ao fim da sua passagem entre os homens. Ele não veio para os condenar, mas para os salvar.
Entendo que o caso dito do bom ladrão – como é possível haver um bom ladrão? – é de molde a causar-nos verdadeiro escândalo. A justiça humana condenou-o à morte e umas poucas palavras suas, de boa vontade, patenteiam-lhe as portas do Paraíso. Sem Purgatório.
Então o homem não tinha de compensar as vítimas dos seus roubos, das suas violências?
Que bondade esta injustiça – certamente aparente injustiça – de Deus!
Fica-se com a ideia de que o próprio Deus assume o encargo de reparar os lesados. Mas o ladrão é que vai, “hoje mesmo”, para o Paraíso.
S. Lucas é o evangelista da parábola do Filho Pródigo. E nela há uma situação identicamente escandalosa. O outro filho amuou, e nós, na nossa justiça humana, tendemos a dar-lhe razão. Então ao mal comportado, que malbaratou os haveres “com mulheres de má vida”, passeatas e comezainas, faz-lhe uma grande festa de recepção e para o irmão ordeiro, dedicado, não há nada?
Nos escritos da Beata Alexandrina, Jesus chega a dizer-lhe coisa parecida com isto: Eu tenho vontade de ir de joelhos junto de cada homem e pedir-lhe que Me ame! A Alexandrina também reage e acha exagero. Mas é mais ou menos o que está no Evangelho. Jesus veio à procura do homem e, se ele tem um gesto de aceitação, se ele dá um passo na direcção certa, Jesus quer-lhe dar tudo.
Glória a Deus nas alturas!
Paz na terra aos homens de boa vontade!
Às vezes diz-se que todos os dias do ano deviam ser Natal. Eu entendo que não: há um dia para o Natal, outro para a Páscoa, outro para o Pentecostes, etc. Dizer que todos os dias deviam ser Natal pode significar o esvaziamento do carácter histórico da encarnação da Palavra, do Verbo de Deus. Aproveitar uma data do ano para falar de fraternidade, de amor, num jeito pouco comprometedor, mas sem Jesus, pouco tem de Natal.
No Credo há uma expressão que diz assim: “E padeceu sob Pôncio Pilatos”. A alguém pode parecer que o nome de Pilatos recebe ali uma consagração indevida. Não seria melhor esquecê-lo, um traste fraco como ele foi?
Não: o que esta frase afirma é o carácter histórico da morte e consequentemente da vida de Jesus. Jesus não é uma entidade mítica, duma era brumosa, à margem da aventura concreta do homem. Não, Ele partilhou connosco o nosso tempo, as nossas tentações, as nossas dificuldades de fome, de frio, o nosso sofrimento. E veio dar-lhes um sentido que nós não poderíamos suspeitar.
Paz na terra aos homens de boa vontade! Glória a Deus nas alturas!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Um surpreendente colóquio de Jesus com a Beata Alexandrina
— Vem, minha filha, louca de dor e amor, ao meu encontro. É dor que salva as almas, é loucura de amor por mim.
Se o mundo conhecesse esta vida de amor, esta união conjugal de Jesus com a alma virgem, com a alma que escolhe para sua esposa! Mas não conhece e porque não conhece, calunia-a, despreza-a, persegue-a.
Ó minha pomba bela, tu és esposa e és mãe, mãe que não deixa de ser virgem; és mãe dos pecadores: são filhos da tua dor, filhos do teu sangue que vais perdendo gota a gota, filhos do teu amor.
Minha filha, lá do Céu muitas vezes ouvirás da terra muitos pecadores chamarem-te, aclamarem-te pelo doce nome de mãe. Aclamar-te-ão aqueles que se virem livres das garras do demónio e conhecerem que foram livres por ti, aproximando-se assim do meu divino Coração.
Grande amor, ditosa dor que te levou a mereceres de Jesus tão honrosos e elevados títulos!
— Meu Jesus, meu Jesus, que envergonhada e confundida estou! Se eu pudesse ocultar tudo isto! Se fosse só para Vós e para mim! Confunde-me ouvir isto e ver a minha miséria!
— Já sabes que necessito da tua miséria para esconder em ti as minhas grandezas e omnipotência.
Escreve tudo, escreve, minha filha. Se o que te digo ficasse oculto, de nada valia ao mundo.
Mãe dos pecadores, nova redentora, salva-os, salva-os! És a nova redentora escolhida por Cristo.
Nunca houve nem voltará a haver no mundo sofrimento que se igual ao teu. Nunca houve nem voltará a haver vítima desta forma imolada, porque nunca houve tanta necessidade como hoje, nunca o mundo pecou assim.
Dezanove séculos são passados que Eu vim ao mundo e trouxe agora a nova redentora escolhida por mim para relembrar ao mundo o que Cristo sofreu, o que é a dor, o que é o amor e loucura pelas almas.
És a nova redentora que vens salvá-los, és a nova redentora que incendeias na humanidade o amor de Jesus. Nova redentora que serás falada enquanto o mundo for mundo.
Minha filha, livro onde estão escritas com dor e sangue, letras de oiro e pedras preciosas todas, todas as ciências divinas! Coragem, amada, não temas as tempestades, não temas o estrondo do trovão que traz consigo nuvem que orvalha graças, amor e maná celeste.
Enche-te, minha filha; é de amor e maná que vives. Enche-te para dares às almas.
— Obrigada, meu Jesus !
Sentimentos da Alma 1-12-1944 (sexta-feira)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Obras dos Signoriles sobre a Beata Alexandrina
Os Signoriles foram um casal italiano de professores de Matemática e Física do Liceu de Beccaria, Milão, que se especializou na Beata Alexandrina. Colaboraram já com o P.e Humberto Pasquale ao tempo do Processo Informativo Diocesano, que decorreu em Braga entre 1967 e 1973, traduzindo os cinco grossos volumes dos Sentimentos da Alma.
O professor Chiaffredo, nascido a 9 de Outubro de 1913, em Stroppo, província de Cuneo, faleceu entretanto, em 13 de Outubro de 1999. Mas a sua esposa, a Prof.ª Eugénia Signorile, nascida a 9 de Setembro de 1914, em Milão, continua a publicar livros sobre o tema.
Nenhum deles conheceu a Alexandrina.
Obras publicadas com autoria atribuída à Alexandrina:
Figlia del dolore, madre di amore. Quasi una autobiografia, Mimep-Docete, Pessano (MI), 1993 (768 páginas).
Mio Signore, mio Dio! Come pregava Alexandrina, Mimep-Docete, Milão, 1992 (foi publicada tradução portuguesa com o título de Vida Interior da Beata Alexandrina, Apostolado da Oração, Braga, 2004, com autoria atribuída a Eugénia e Chiaffredo Signorile).
Maria, Madre mia. Come Alexandrina sente la Madonna, Mimep-Docete, Pessano (MI), 1987.
Anima pura, cuore di fuoco, Mimep-Docete, Pessano (MI), 1990 (amplamente ilustrado; está traduzido para português e inglês).
Venite a me (richiami di Gesù), Mimep-Docete, Pessano (MI), 1991.
Soferenza amata, Mimep-Docete, Pessano (MI), 1999.
Ho sete di voi, Mimep-Docete, Pessano (MI), 2004.
Solo per Amore!, Mimep-Docete, Pessano (MI), 2006 (este livro, concebido como autobiografia, está já traduzido para português, francês e inglês e foi recentemente editado em francês pela Alex-Diffusion; é do melhor que se escreveu sobre o tema).
Zampilli Incandescenti, Mimep-Docete, Milão, 2007.
L’Amor che Muove il Sole e l’altere Stelle, Mimep-Docete, Milão, 2008.
Quei due Cuori, Gamba Edizioni, 2010.
Il Sorriso nella Croce, Gamba Edizioni, 2010.
Obras publicadas com autoria atribuída a C.E. Signorile:
Croce e sorriso, Associazione "Sotto il manto di Maria Regina della Pace", Gorgonzola (MI), 2002 (foi publicada tradução portuguesa com o título de Sorrindo à dor, Cavaleiro da Imaculada, Porto, 2001, com autoria atribuída a Alexandrina Maria da Costa)
Sulle ali del dolore, Gamba Edizioni, Gorgonzola (MI), 2004.
Alexandrina, voglio imparare da te, Gamba Edizioni, Gorgonzola (MI), 2004 (esta obra, concebida como um vade-mecum dos amigos da Alexandrina, está traduzida para português; no Página Mensal do Sítio Oficial está traduzida para espanhol, inglês, francês e ainda, ao menos em parte, para alemão e esloveno).
Obra publicada em colaboração com Giulio Giacometti e Piero Sessa:
La gloria dell'Uomo dei Dolori nel sorriso di Alexandrina, Edizioni Segno, Tavagnacco (UD), 2005.
Curiosidade: veja aqui em 15 línguas um pequeno artigo sobre os Signoriles que um dia colocámos na Wikipedia inglesa. Salvo uma ou outra mais cidada, as restantes devem ser traduções automáticas.
Curiosidade: veja aqui em 15 línguas um pequeno artigo sobre os Signoriles que um dia colocámos na Wikipedia inglesa. Salvo uma ou outra mais cidada, as restantes devem ser traduções automáticas.
Imagens:
Os Signoriles (em cima).
Aguarela de Felicina Sesto no belíssimo opúsculo Anima pura cuore di fuoco (em baixo).
domingo, 19 de dezembro de 2010
Carta ao Menino Jesus
Para o Meu querido Jesus, no seu presépio.
Remete a vossa filhinha Alexandrina, que quer aprender convosco as vossas lições. Sede o meu Mestre, Jesus!
Natal de 1946: ao nascer Jesus, junto do Seu presépio.
Doce e caro Jesus, em espírito prostrada humildemente, sentindo (no coração) o vosso presépio, venho adorar-Vos e entregar-me inteiramente a Vós, para mesmo aqui, neste momento, morrer para mim e para o mundo.
Oh, sim, o quero, Jesus, para viver inteiramente para Vós, para dar-Vos a prova, não do amor com que Vos amo porque é tão pouco, mas sim daquele com que Vos queria amar. […]
Alexandrina
Subscrever:
Mensagens (Atom)



