domingo, 19 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Com este postal criado pelo Afonso Rocha, desejamos a todos os visitantes um feliz e santo Natal.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Il Sorriso nella Croce

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Depois de alguns esclarecimentos iniciais, em que se inclui a Intenção que traduzimos e copiámos abaixo, o opúsculo Il Sorriso nella Croce (103 páginas), desenvolve-se em dez capítulos que dão conta dos momentos principais da vida da Alexandrina, no estilo autobiográfico de Solo per Amore! Termina com um breve epílogo.
Corresponde a uma segunda edição melhorada de Croce e Sorriso, e o seu visual é muito bem conseguido.
A Intenção é atribuída ao Grupo Beata Alexandrina, que é dirigido pela D. Eugénia.

INTENÇÃO

O conhecimento da beata Alexandrina vai-se difundindo rapidamente até aos confins do mundo e espanta pelas grandes maravilhas operadas nela pela Graça divina e pela for­ça do amor desta grande mística.
O Grupo apresenta aqui uma biografia breve que quer pôr em evidência a figura da Ale­xandrina na sua missão de alma-vítima, enquanto membro do corpo místico de Jesus que continua a obra da redenção (Paulo, Col I, 24).
Quer levar o leitor a meditar sobre o papel da alma-vítima.
É certo que nem todo o leitor deve chegar a oferecer-se como alma-vítima!
Mas ansiamos que, meditando sobre estas paginazinhas se sinta estimulado a fazer frutificar as próprias adversidades oferecendo-as com amor a Jesus pela salvação das almas.
Sobre o papel duma alma-vítima, Jesus explica à Alexandrina:
"Eu, para salvar os pecadores, escolho almas, coloco nos seus ombros a cruz e sujeito-me a ajudá-las.
Feliz a alma que compreende o valor do sofrimento!" C (10-1-35)
E a uma outra alma mística, que quer ficar anónima, dirige-se-lhe com uma súplica.

"A MINHA SÚPLICA DE AMOR URGENTE"

«Para salvar o mundo,
preciso de almas consagradas
que me sejam verdadeiras esposas co-redentoras.
Não tenho as suficientes, tenho falta delas;
dai-me estas almas.
Pertencei ao número destas almas!
O meu Coração espera-vos,
o meu Coração suplica-vos!
Mas sabei bem isto:
Eu, Esposo crucificado, desposo crucificando.
Um verdadeiro coração de esposa é a presa do Esposo,
amando tudo o que Ele ama.
Por isso as almas a Mim consagradas
devem perder-se em Mim, deixar-se apanhar e consumir por Mim e para Mim.
Devem, como Eu, ter uma sede ardente da salvação das almas
e da glória do Meu Pai;
amar como Eu a cruz
e os sofrimentos redentores.
Não quereis pertencer todas a este número?
Posso demostrar-vos maior amor
que pedindo-vo-lo?
Por vós fiz-Me vítima:
Sede também vós
hóstias inteiramente consagradas!» [1]

Para quê insistir no pedido de almas-vítimas? Ouçamos o que afirma Pio XII:
«Mistério tremendo, certamente, e sobre que não se poderá jamais meditar o bastante: a salvação de um grande número (das almas) depen­de das orações e das mortificações voluntárias, realizadas com este fim pelos membros do Corpo místico de Jesus Cri­sto».
Meditemos também sobre o facto de que Nossa Senhora em Fátima exortou os três pastorinhos a sofrer pelos pecadores. E aqueles pequenos-grandes santos, com que empenho acolheram o convite!

O P.e Pinho, na biografia No Calvário de Balasar diz que a Alexandrina, nascida em plena era de reparação, é uma daquelas almas que não hesitam em oferecer-se como vítima de reparação e expiação.
Desde então, a situação continuou a piorar: em 1940 a Alexandrina fez o sacrifício de escrever ao chefe do governo (Salazar) e ao cardeal Patriarca (D. Manuel Gonçalves Cerejeira) para a moralização das praias.
E hoje? Não é preciso ir às praias para ver tanta imoralidade!
Se queremos ser cristãos verdadeiramente, não só de nome, devemos sentir o impulso do amor aos irmãos que vivem uma vida perdição e oferecer os nossos sofrimentos com espírito de expiação e redenção, na vida quotidiana seguindo o caminho que Jesus escolheu para nós, que raramente será o de alma-vítima.
O nosso empenho deve ser o de amar.
Jesus diz: "A minha cruz é suave, se levada por amor a Mim" C (l0-1-35); logo amor aos irmãos. E diz ainda:
"Para a alma que ama apaixonadamente Jesus, o Calvário é Tabor". S (27-4-51) Alexandrina, chegada ao fim do seu calvário, afirma:
"Para suportar a dor é preciso espremer-se em amor”. S (26-8-55)
Eis o que nos impeliu a ilustrar a fi­gura da beata Alexandrina, pondo em destaque aquele seu sorriso em tanta dor.

O Grupo

14 Setembro de 2010
Exaltação da Cruz
Nota - As siglas C e S correspondem a Cartas ao P.e Mariao Pinho e Sentimentos da Alma.

[1] Monier-Vinard, Cum Clamore Valido, Génova, Marietti, 1954.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Il Sorriso nella Croce

Acabámos de receber um novo livro sobre a Beata Alexandrina, preparado pela D. Eugénia Signorile. Intitula-se Il Sorriso nella Croce, “O Sorriso na Cruz” e tem como subtítulo “Breve biografia di un’anima vittima”, “Breve biografia duma alma-vítima”.
Parece uma versão em reduzido de Solo per Amore! A seu tempo colocaremos aqui mais alguma informação sobre ele.

Notícias de Balasar

Vai ser homenageado em Balasar, com um busto, o falecido Lino Araújo, antigo Presidente da Junta de Freguesia. Foi um homem muito apreciado pelos balasarenses e um dedicado colaborador da Paróquia.
Espera-se que no princípio do próximo ano receba luz verde para publicação o nosso livro Em Louvor de Balasar. Vamos ver se ele desencalha de vez.
Copiamos para aqui parte dum documento que atesta o interesse dos Viscondes de Azevedo por Balasar, pois pretendiam adquirir aí a sepultura de D. Francisca, a mãe da Viscondessa, para sobre ela colocarem uma cobertura de mármore.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

QUADRAS DE NATAL DA BEATA ALEXANDRINA

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Canta alegre, minha alma,
Vai nascer o Deus-Menino!
Foi só para dar-te o Céu
Que Ele se fez pequenino.

Meu coração bateu asas,
Ao presépio foi poisar:
Dar-se todo a Jesus,
Para O servir e amar.

O fogo que me devora
Herdei-o do meu Jesus.
Principiou no presépio
E foi levá-Lo à cruz.

Tenho fome de Jesus,
Vou ao presépio a correr,
Comer das suas virtudes:
Só elas me fazem viver.

Natal de 1951

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

P.e José da Silva Tavares ou Fr. José da Sacra Família

Um sacerdote poveiro na Inglaterra vitoriana

José da Silva Tavares ou José da Sacra Família (Argivai, Póvoa de Varzim, 14-02-1788 — Brentwood, Essex, England, 14-09-1858) foi um padre católico que ensinou na Universidade de Coimbra, ao tempo em que era agostinho descalço; mais tarde, por se opor à revolução liberal, partiu para o exílio, tendo vivido na França, Alemanha e Inglaterra. Entretanto secularizou-se. Na França fundou e dirigiu um importante colégio – Colégio Português e Brasileiro, em Fontaine-aux Roses, Paris – mas depois foi para a Inglaterra. Lá, primeiro (1848) abriu uma modesta escola em Stratford Green, junto a Londres e posteriormente, como missionário, em Witham, Essex, dedicou-se com entusiasmo a construir uma pequena igreja, que ainda existe, e desenvolveu um fraterno diálogo com protestantes grados da região.
Alguns anos à frente, foi para a Alemanha, mas regressou a Inglaterra em 1853, para a comunidade católica de Santa Helena, em Brentwood. Aí faleceu em 1858 e foi sepultado no cemitério paroquial junto à igreja. O Cardeal Wiseman assistiu ao seu enterro.
Um artigo do site da Catedral de Santa Maria e Santa Helena menciona outro padre português, Emanuele Dios dos Santos (provavelmente Manuel dos Santos) que teve um papel importante em Brentwood naqueles difíceis tempos do meio do séc. XIX, mas ignora o P.e José da Silva Tavares.
Porque o P.e Sacra Família foi poveiro como a Alexandrina e porque na Inglaterra há desde muitos anos um divulgada devoção à nossa Beata, pareceu-nos útil colocar aqui esta informação.
Para um mais alargado conhecimento desta figura poveira, consulte-se o artigo que a Wikipédia lhe dedica e as respectivas fontes.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dois livros em francês sobre a Beata Alexandrina

Na primeira metade desta semana a Alex-Diffusion porá à venda dois livros em francês recentemente editados: Seulement par amour!, de Eugénia Signorile, e La spiritualité d’Alexandrina, de Paulette Leblanc.