Colocámos há tempos páginas em linha sobre dois notáveis homens que acompanharam de perto a Beata Alexandrina: o P.e Leopoldino Mateus e o médico Abílio Garcia de Carvalho. Cremos que justificam uma visita.
Acompanhe as novidades que, quase dia a dia, nos vão chegando sobre esta surpreendente mística do nosso tempo, "luz e farol do mundo", como Jesus lhe chamou.
domingo, 14 de novembro de 2010
Apresentação pública do DVD da Beata Alexandrina
No dia 4 de Dezembro próximo, um sábado, numa igreja inglesa – ainda não sabemos qual – vai ser feita a apresentação pública do DVD da Beata Alexandrina. Sabemos que vai dar oportunidade a uma larga acção de divulgação da Beata de Balasar.
O Kevin prometeu-nos uma pormenorizada reportagem do aocntecimento.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Nessa noite a hemorragia parou
.
O meu irmão foi operado à vesícula com raios laser. A seguir à operação ficou profundamente anémico devido à grande hemorragia provocada pela perfuração de um vaso sanguíneo. Levou cinco litros de sangue em sucessivas transfusões, mas a anemia não cedia porque a hemorragia era constante.
O meu irmão foi operado à vesícula com raios laser. A seguir à operação ficou profundamente anémico devido à grande hemorragia provocada pela perfuração de um vaso sanguíneo. Levou cinco litros de sangue em sucessivas transfusões, mas a anemia não cedia porque a hemorragia era constante.
Como é cardíaco e tinha reagido muito mal à operação estavam a evitar operá-lo outra vez por ser um risco. Numa tarde, durante a hora da visita, eu estava no quarto, ao lado do meu irmão, que estava branco como a cal.
Entrou o cirurgião que, virando-se para ele, diz em tom grave: "As suas análises continuam muito mal; se durante o noite a hemorragia não parar, amanhã vai para o bloco". Ficámos aterrados.
Procurei incutir-lhe esperança, disse-lhe que ia rezar e vim para casa com o coração apertado. De imediato, procurei uma pagela da Madre Clara, a quem me tinham recomendado que pedisse graças.
Por mais que a procurasse não a encontrei. Veio então ter-me à mão uma pagela da Beata Alexandrina. Como não tinha "grande confiança" com ela, telefonei a uma amiga que sabia ter-lhe devoção e pedi-lhe que lhe encomendasse o caso. Soube mais tarde que ela, por sua vez, tinha também telefonado a outra amiga a pedir-lhe o mesmo.
Começámos as três em união a pedir a intercessão da Beata Alexandrina: precisamente nessa noite a hemorragia parou; o meu irmão não precisou de ser operado e os valores do sangue voltaram lentamente ao normal.
Desde esse dia, recorro sempre à Beata Alexandrina em horas de aflição e já me tem alcançado outras graças.
Obrigada.
Laura Macedo
Novo Postulador da Beata Alexandrina vem a Balasar com um grupo de Jovens italianos
No próximo dia 20 de Novembro o novo Postulador das causas dos Santos da família Salesiana, P.e Pierluigi Cameroni, virá como peregrino a Balasar com um grupo de jovens da Comunidade Shalom de Palazzolo (Bréscia, Itália), acompanhado pela irmã Rosalina Ravasio, fundadora e directora desta Comunidade.
Como foi anunciado no Boletim nº 15, o P.e Pierluigi é desde o mês de Julho, o novo Postulador para a causa dos Santos e, portanto, é o novo Postulador para a causa da Beata Alexandrina.
Não é a primeira vez que o P.e Pierluigi Cameroni vem a Balasar; grande devoto da Beata Alexandrina já participou em duas peregrinações, a última das quais no ano 2006, por ocasião do centenário do nascimento do Padre Humberto Pasquale. Todos nos recordamos do grande entusiasmo com que o grupo de peregrinos italianos foi acolhido pela Comunidade de Balasar e pelo seu Pároco P.e José Granja.
O P.e Pierluigi chegará no Sábado, dia 20, ao fim da tarde, e partirá segunda-feira, de manhã, para S. Tiago de Compostela, Espanha, última etapa da peregrinação.
A Comunidade Shalom acolhe hoje cerca de 300 jovens para um caminho de recuperação de uma vida marcada pelo mal, na esperança de vida livre e feliz. A Comunidade depende do Bispo de Brescia.
Neste grupo de peregrinos há jovens que este ano, durante caminho na Comunidade, adquiriram maturidade e vão fazer a consagração ao Senhor, num serviço aos jovens, vivendo o espírito de doação ao próximo.
Do recente número do Boletim de Graças
Do recente número do Boletim de Graças
"Rainha dos Pecadores"
.
"É este o título (Rainha dos Pecadores) que Jesus deu à Alexandrina, no primeiro sábado do mês de Dezembro de 1944 (1).
“Quando estiveres no Céu, serás invocada com o título de Pastorinha de Jesus” – assim lhe prometeu no dia 10 de Novembro desse ano.
A afirmação de Nosso Senhor leva-me a apresentar os pormenores de um facto que está narrado resumidamente na biografia (2) da Serva de Deus, nas páginas 198-199.
Deu-se na freguesia de Penedono (3). Na biografia não citei nomes, porque o acontecimento era recente.
O pároco de então, havia já vários anos, com frequentes pregações em vão se esforçava por chamar o seu povo a uma vida mais cristã. A paróquia, de vários milhares de almas, contava no período pascal poucas dezenas de pessoas.
No ano de 1945, fui convidado pelo pároco para uma pregação de uns dias, no fim da Quaresma.
Pelo muito trabalho, como também pela difícil situação dessa freguesia, não me decidia a responder ao convite.
Falei nisso à Alexandrina.
"Vá – disse-me – vá; eu vou com V. Rev.ª."
Aceitei e cheguei a Penedono. Disse logo ao pároco que a Alexandrina rezava e sofria pelas nossas intenções.
A igreja foi-se enchendo cada vez mais, de dia para dia. Mas o meu convite para se confessarem não foi aceite por ninguém. Nem sequer depois do meu sermão no cemitério, em que falei da morte, nos entes queridos falecidos e no seu apelo vindo da vida além-túmulo, em que há a visão completa das verdades eternas.
O pároco estava acabrunhado e… decidido a deixar a freguesia.
Foi então que, em casa dele, lhe disse uma noite, fortemente:
- Sabe por que os seus paroquianos não se convertem?... É por causa da sua falta de fé!
No dia seguinte, quarta-feira da Paixão, estando eu muito cansado e havendo já perdido a voz, o pároco não queria que eu pregasse mais.
Eu opus-me… e, chegando ao pé do ambão, invoquei a Alexandrina (4). A voz voltou.
A uma certa altura do sermão, dei ordem ao sacristão para tirar o pano que encobria a imagem de Nossa Senhora de Fátima e mandei-lhe acender as velas do altar.
Convidei depois todas as crianças a reunirem-se à volta de Nossa Senhora e, em voz alta, pedimos a conversão das pessoas adultas que enchiam a igreja.
Notei que muita gente começou a chorar.
Na manhã seguinte, antes da missa, eu pus-me no confessionário, enquanto os fiéis já entravam.
Daí a pouco, a mãozinha duma criança abriu a cortina do confessionário, enquanto com outra mão segurava o xaile duma mulher.
- Padre, confesse a minha mãe… Ela não queria, mas eu quero que se confesse e se torne amiga de Jesus.
Foi a primeira pessoa que se confessou. Nesse dia, penúltimo da missão, passou pela freguesia uma onda irresistível de graça. Foi preciso chamar sacerdotes, porque as confissões eram muitíssimas.
A “ovelha negra” da paróquia, depois da procissão com a imagem de Jesus Morto (era Sexta-feira Santa) e do último sermão, compareceu na sacristia com mais homens e disse-me em voz alta:
- Chegou para mim também a hora da graça… Para maior humilhação, confessar-me-ei ao pároco (que estava presente). Peço perdão pelos escândalos que tenho dado. Pelas três horas da tarde, que lembram a morte de Jesus, cá estarei.
Assim falando, começou a chorar como uma criança. O facto causou tal impressão que um grupo de homens renitentes quiseram confessar-se naquela mesma tarde.
No dia seguinte, às quatro horas e meia da manhã, eu entrei na camioneta para voltar para Mogofores (5).
Na escuridão da noite, a correr, chegou ao pé da camioneta um homem, que chamou alto por mim: “Padre Humberto! Padre Humberto!”
Desci e encontrei-me nos braços da “ovelha negra”:
- Eu vim para agradecer a V. Rev.ª a paz e a alegria que trouxe à minha alma!
Não me lembra o que respondi… porque a camioneta estava para partir e tive de subir para ela apressadamente.
Mas o mérito desses milagres da graça era da Alexandrina, como o afirma esta carta do pároco de Penedono a ela dirigida:
“Apenas restabelecido do cansaço devido ao trabalho das duas semanas passadas, sinto o dever de dizer-lhe uma palavra de agradecimento pela chuva de graças que, com tanta abundância, as suas orações e os seus sacrifícios fizeram chover nesta paróquia através das palavras do P.e Humberto. Almas há muitos anos afastadas dos Sacramentos acorreram em grande número a lavar-se nas águas da Penitência e a receber Jesus na Comunhão. Foi um autêntico triunfo da misericórdia divina! Não podendo conter mais a minha alegria, quero agradecer-lhe quanto fez por estas pobres almas…”
P.e Humberto Pasquale
P.e Humberto Pasquale
.
Se o leitor quiser conhecer um pouco mais de Penedono, veja o Castelo ou leia sobre o Magriço, lembrando-se que a balasarense D. Benta era Grã-Magriço.
Se o leitor quiser conhecer um pouco mais de Penedono, veja o Castelo ou leia sobre o Magriço, lembrando-se que a balasarense D. Benta era Grã-Magriço.
(1) “És rainha dos pecadores, és rainha do mundo, escolhida por Jesus e por Maria!” (8-12-1944).
(2) Beata Alexandrina.
(3) Penedono fica na Diocese de Lamego, a uns 100 quilómetros de Balasar.
(4) A Beata Alexandrina só “voou para o Céu” dez anos adiante.
(5) Na Diocese de Aveiro, onde os Salesianos tinham casa e onde residia o P.e Humberto.
(2) Beata Alexandrina.
(3) Penedono fica na Diocese de Lamego, a uns 100 quilómetros de Balasar.
(4) A Beata Alexandrina só “voou para o Céu” dez anos adiante.
(5) Na Diocese de Aveiro, onde os Salesianos tinham casa e onde residia o P.e Humberto.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
DVD
O responsável desta página espera receber um exemplar do DVD das Mary's Dowry Productions ainda esta semana ou na próxima. Nessa altura poderá com certeza tecer sobre ele algumas considerações.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A história da menina ofendida
Numa freguesia vizinha de Balasar, uma menina que frequentava a escola primária adoeceu ao longo de parte do segundo trimestre. Quando, no início do terceiro, voltou à escola, a professora disse-lhe que ela não iria passar de ano.
A pequena sentiu-se muito ofendida: tinha estado doente e por isso não haveria de passar?
No fim da aula, correu até à casa da Alexandrina, coisa talvez de um ou dois quilómetros. Quando lá chegou só teve forças para se deixar à porta do quarto, mas foi o que bastou. A Alexandrina chamou-a e perguntou-lhe o que se passava e a menina contou.
A Alexandrina então sossegou-a, que continuasse a aplicar-se que ia passar.
E, claro, passou de ano – e ainda está viva.
.
.
Quem quiser ver como está a publicidade à nova biografia da Beata clique em Caminhos de Balasar.
A campanha da divulgação no Facebook continua de vento em popa: ia com 1435 amigos anteontem (veja-se o último comentário).
sábado, 6 de novembro de 2010
“Caminhos de Balasar”
Aqueles que se empenham em estudar e divulgar a Beata Alexandrina só podem saudar como um acontecimento feliz a publicação dos Caminhos de Balasar, uma “biografia da Beata Alexandrina”, da autoria do P.e M. Fernando Silva.
E ela vem num momento em que a divulgação da Beata de Balasar atravessa um período particularmente produtivo: saiu há pouco na Inglaterra o DVD das Mary’s Dowry Productions, está em curso uma bem-sucedida campanha de divulgação no Facebook, estão para sair a edição em francês da excelente biografia Solo per Amore! e a segunda edição do volumoso livro Figlia del Dolore Madre di Amore, terá sido publicado recentemente um livro no Brasil, aguarda-se para breve um opúsculo em tradução para letão e outro em tradução para maltês, fala-se também na publicação dum livro na Irlanda e está pronta uma monografia histórica de Balasar.Caminhos de Balasar é uma narrativa clara, de leitura agradável, acessível ao leitor comum. Como Pastorinhos de Fátima do mesmo autor.
A advertência de que não se propõe tratar da “vivência mística” da Alexandrina não nos parece que seja de tomar demasiado à letra. O P.e Fernando pretendeu acompanhar a Autobiografia e fê-lo. Naturalmente, completou o quadro, indo mais além, até à morte da sua protagonista.
O livro tem 400 páginas de texto, mas, quando se chega ao fim, deseja-se mais, sente-se que era preciso avançar pelas Cartas ao P.e Pinho e pelos Sentimentos da Alma.
Sobre os méritos do P.e M. Fernando Silva, a própria contracapa nos elucida. Ele é um ilustre membro do Clero bracarense e passa a ser o primeiro entre os seus pares a concretizar uma obra do género e com esta extensão.
Cremos que a publicação deste livro constitui um passo muito importante no sentido de se obter um relato rigoroso dos factos, indispensável para a ansiada edição crítica dos escritos da Beata.
Subscrever:
Mensagens (Atom)